Sociedade

Maternidade de Castelo Branco em risco de fechar por falta de médicos, diz sindicato

Escrito por Jornal O Interior

O alerta é do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, que denuncia a falta de profissionais e turnos de mais de 70 horas nas Urgências de Obstetrícia e na maternidade do Hospital Amato Lusitano.
O aviso deixado no sábado chamava a atenção para a possibilidade de encerramento do serviço e relatava que a última contratação de médicos deu-se em 2014. O sindicato alegava também já ter entrado em contacto com o Ministério da Saúde e a Administração Regional de Saúde do Centro, mas não obteve respostas. Entretanto, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco veio garantir esta terça-feira que a maternidade «manterá o seu normal funcionamento» e confirmou a admissão de um novo especialista para o serviço, alegando que as contratações não existem por falta de candidatos aos concursos que foram abertos para o cargo. A ULS contraria também as afirmações de fecho iminente e sublinha que o Conselho de Administração tem desenvolvido «todas as diligências ao seu alcance» para contratar mais recursos humanos, tanto médicos como enfermeiros, para este serviço.
Por último, a administração hospitalar garantiu que o a Ginecologia/ Obstetrícia «presta um serviço de elevada qualidade, elogiado por todas as suas utentes e famílias que a ele recorrem». Na segunda-feira os deputados do PS eleitos pelo círculo de Castelo Branco, Hortense Martins, Joana Bento e Nuno Fazenda, reuniram com a administração da ULS e constataram a sua «vontade e empenhamento na procura de soluções para a resposta ao problema da falta de médicos no serviço de Ginecologia e Obstetrícia». Os eleitos socialistas acrescentam, em comunicado, que «têm sido abertos concursos sucessivos desde 2014 para a contratação de profissionais, infelizmente, não tem havido interessados». Os deputados adiantam ainda que a administração da ULS assegurou não estar em causa o fecho da maternidade e esperam que a situação seja rapidamente resolvida porque «as parturientes querem continuar a ter as suas crianças em Castelo Branco, como hoje nos foi manifestado por algumas pessoas».

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