Sociedade

Guarda vai ter ciclovia ao longo da VICEG

Escrito por Jornal O Interior

Corredor com três metros de largura vai ligar todos os bairros da Guarda para que as pessoas possam ir a pé ou de bicicleta para o trabalho a partir de 2021

A pedovia/ ciclovia da Guarda terá nove quilómetros ao longo da VICEG (Via de Cintura Externa da Guarda), numa primeira fase, e vai ligar todos os bairros da cidade. O projeto dos arquitetos João Marujo e Carla Madeira foi apresentado no passado dia 21 numa sessão das “Conferências da Guarda” dedicada à “Mobilidade Urbana Sustentável”.
Este corredor com três metros de largura terá início na rotunda dos Bombeiros e terminará na rotunda do Bairro de São Domingos, num investimento superior a um milhão de euros. Haverá ligações ao IPG, Parque da Saúde, aos bairros das Lameirinhas, Torrão, Sra. dos Remédios, Alfarazes, Pinheiro, Guarda-Gare, bem como ao Parque Urbano do Rio Diz e ao parque industrial. «É um percurso com uma orografia bonita e mais suave para as pessoas possam ir a pé ou de bicicleta para o trabalho, porque o conceito é proporcionar mobilidade sustentável à cidade», disse o autor na apresentação do traçado. Para evitar os atravessamentos da VICEG serão utilizadas passagens inferiores já existentes, mas também a ponte pedonal de São Miguel, que «não tem atualmente grande utilidade», disse João Marujo.
Para Álvaro Amaro, trata-se de um projeto «muito reformista, creio que muito importante numa cidade que não é propriamente muito plana, mas importa atuarmos no sentido de facilitar essa mobilidade e fazê-lo do modo sustentável». O projeto teve também o apoio do secretário de Estado da Mobilidade, José Gomes Mendes, que sugeriu uma candidatura ao financiamento da rede nacional de ciclovias lançada pelo Governo e que já terá financiamento em 2019. Até lá, o presidente do município adiantou que a pedovia/ ciclovia vai ser candidatada a fundos comunitários e será concretizada até 2021. Durante esta conferência foram abordadas temáticas como “Dos territórios sociais da mobilidade ao desenho dos modos suaves” e “Uma análise prospetiva sobre a reorganização do trânsito e estacionamento na cidade da Guarda e do Plano Rodoviário Municipal 2040”, que tem um custo associado da ordem dos 12 milhões de euros.

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