Sociedade

PJ da Guarda deteve três suspeitos de fraude com fundos comunitários em Pinhel e vários pontos do país

Escrito por Luís Martins

A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda desenvolveu, esta quarta-feira, em articulação com a Delegação do Porto da Procuradoria Europeia (EPPO), uma operação policial, denominada “Saco Roto”, na qual foram cumpridas 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias e detidas três pessoas indiciadas por crimes de fraude na obtenção de subsídio com fundos europeus.

As buscas decorreram nos concelhos de Pinhel, Viseu, Cascais, Costa da Caparica, Aveiro, Albergaria e Ovar e visaram os domicílios dos detidos e ainda às instalações de 14 empresas. «A investigação incide sobre 30 operações cofinanciadas maioritariamente por fundos comunitários, de valor global de apoio aprovado superior a 1,8 milhões de euros, envolvendo as várias empresas em investigação», adianta a PJ em comunicado enviado a O INTERIOR.

«Este conjunto de empresas, algumas delas criadas ficticiamente para o efeito, surgem repetidamente associadas à elaboração de candidaturas, consultas ao mercado, contratação de recursos humanos e faturação, maioritariamente entre elas, para obterem o financiamento através dos fundos disponibilizados», acrescenta a Judiciária, referindo que o principal suspeito controlava as empresas investigadas, «conjuntamente com dois colaboradores próximos e com funções de gestão nessas unidades».

Na operação foram apreendidos cerca de 100 mil euros em numerário e um «importante acervo documental», que vai ser  junto à investigação. O Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda contou com a colaboração ativa de diversas unidades da PJ,  nomeadamente da Diretoria do Centro, Diretoria do Norte, Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), Unidade de Perícia Tecnológica e Informática (UPTI) e Unidade de Perícia Financeira e Contabilística (UPFC).

Os detidos vão ser presentes, hoje, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para a aplicação das medidas de coação tidas por necessárias.

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