Sociedade

Detidos na operação “Saco Roto” ficam em liberdade, mas dois deles foram sujeitos a cauções de 40 mil e 15 mil euros

Escrito por Luís Martins

O Tribunal de Instrução Cirminal do Porto deixou em liberdade os três detidos na operação “Saco Roto”, realizada na quarta-feira pela PJ da Guarda no concelho de Pinhel e noutros pontos do país. Os suspeitos estão indiciados dos crimes de fraude na obtenção de subsídio com fundos europeus, num valor superior a 1,8 milhões de euros,

No entanto, dois deles foram sujeitos ao pagamento de cauções de 40 mil e 15 mil euros. Os arguidos ficaram ainda proibidos de contactarem entre si, disse ao INTERIOR fonte ligada ao processo.

Os três homens foram presentes a tribunal esta quarta-feira. A operação “Saco Roto” foi desenvolvida ontem por inspetores do Departamento de Investigação Criminal (DIC) da Guarda da Polícia Judiciária (PJ), em estreita articulação com a delegação do Porto da Procuradoria Europeia (EPPO).

Foram realizadas 26 buscas em 14 empresas dos concelhos de Pinhel, Viseu, Cascais, Costa da Caparica, Aveiro, Albergaria e Ovar, bem como nos domicílios dos detidos. «A investigação incide sobre 30 operações cofinanciadas maioritariamente por fundos comunitários, de valor global de apoio aprovado superior a 1,8 milhões de euros», adiantou a PJ em comunicado enviado a O INTERIOR.

Os investigadores apreenderam cerca de 100 mil euros em numerário e «um importante acervo documental», que vai ser analisado e posteriormente junto à investigação.

«As empresas envolvidas, algumas delas criadas ficticiamente para o efeito, surgem repetidamente associadas à elaboração de candidaturas, consultas ao mercado, contratação de recursos humanos e faturação, maioritariamente entre elas, para obterem o financiamento através dos fundos disponibilizados», acrescentou a Judiciária.

Segundo as autoridades, as empresas estarão «funcionalmente integradas na esfera de atuação e controlo do principal suspeito, que foi detido conjuntamente com dois colaboradores próximos e com funções de gestão nessas unidades».

A PJ da Guarda contou com a colaboração das Diretorias do Centro e Norte da Judiciária, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática (UPTI) e da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística (UPFC).

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