Concluído o processo Legislativas, é tempo de as eleições autárquicas voltarem a ser dominante da vida política local – e local, porque a nível nacional, entre resultados finais, com a contabilização dos votos da emigração, a eleição dos quatro deputados respetivos, a possibilidade de o Chega ser confirmado como a segunda força política, a nomeação de novo governo, a nova liderança do PS, o regresso da CPI à Spinumviva, a refundação da esquerda, etc, haverá muito para falar nos próximos meses.
As próximas eleições autárquicas deverão ocorrer na última semana de setembro ou primeira de outubro. A maioria das forças políticas já escolheram os seus candidatos. E, em quase todos os concelhos da região, já são conhecidos os nomes que irão encabeçar as listas.
O PSD, ainda em fevereiro, anunciou candidatos a 10 autarquias do distrito da Guarda: António José Gomes (Aguiar da Beira), António José Machado (Almeida), Carlos Ascensão (Celorico da Beira), Carlos Condesso (Figueira de Castelo Rodrigo), Jorge Ferreira (Gouveia), Nuno Gonçalves(Manteigas), Daniela Capelo (Pinhel), Vítor Proença (Sabugal), Paulo Hortênsio (Seia), João Figueiredo (Trancoso) e Pedro Duarte (Vila Nova de Foz Côa). Por anunciar continuam os candidatos às Câmaras Municipais da Guarda, Fornos de Algodres e Mêda (onde a decisão está nas mãos de João Mourato, que deverá decidir nos próximos dias se é candidato à presidência do executivo ou da Assembleia Municipal e, neste caso, declarar apoio ao seu vice César Figueiredo; e, entretanto, já se sabe que o enólogo José Eduardo Conceição será candidato independente).
Já o PS volta a apoiar o autarca independente Virgílio Cunha, em Aguiar da Beira, e Alexandre Lote, presidente da Federação socialista do distrito da Guarda, será o candidato em Fornos de Algodres. Em Trancoso, o cabeça de lista será Daniel Joana, em Almeida Alexandre Gonçalves e em Gouveia Joana Viveiro. A grande novidade, para já, será o regresso do antigo autarca do PSD António Ruas, em Pinhel, que deverá ser apoiado pelos socialistas. E em Manteigas, o autarca independente Flávio Massano terá, entre os adversários, o atual vereador do PSD Nuno Soares, que será o candidato do PS à Câmara. Em Celorico da Beira, o PS continua à espera do regresso de José Monteiro e em Foz Côa o candidato socialista deverá ser Vítor Sobral.
No Sabugal Paulo Leitão substitui Vítor Cavaleiro como candidato socialista, mas os olhos estarão postos na candidatura do Chega (depois dos resultados nalgumas freguesias, como a Bismula, onde o Chega teve mais de 50% dos votos nas legislativas), que deverá repetir Miguel Lourenço como candidato.
Mas é na Guarda que reside a grande incógnita deste período de preparação das candidaturas.
O candidato do PS será António Monteirinho e ainda não foi confirmado o nome do candidato do Chega, que poderá ser o deputado eleito Nuno Simões de Melo. No PSD, depois de muitas indecisões, com vários nomes a serem cogitados neste período, entre a possibilidade de regresso de Álvaro Amaro, a sugestão surpreendente de nomes como Paulo Fernandes (presidente da Câmara do Fundão) ou de Ribau Esteves (Presidente da Câmara de Aveiro), a hipótese Rui Ventura, que entretanto foi liderar a Turismo do Centro, a discussão à volta da possibilidade de regresso de Chaves Monteiro ou em “último recurso” recorrer a João Prata, o partido deverá apoiar o atual edil Sérgio Costa – que será candidato pelo PG. Muitos militantes social-democratas podem não gostar da ideia, depois de quatro anos de diferenças, mas já não sobra tempo, nem pessoas disponíveis, para fazer candidaturas alternativas e se durante a campanha para as legislativas o silêncio imperou para não dividir apoios a Montenegro, agora o regresso de Sérgio Costa é a única alternativa vitoriosa para o PSD, ainda que seja apenas declarando apoio, pois o presidente da Câmara da Guarda leva tanta vantagem que se pode permitir a dispensar os brindes do partido. Aguardemos…


