Sociedade

MRG vai desvendar novo Hotel Turismo da Guarda na FIT

Escrito por Jornal O Interior

Começaram a ser colocados os tapumes que vão vedar o estaleiro das obras de requalificação do Hotel Turismo da Guarda, cujo projeto foi recentemente declarado de interesse municipal pela Câmara da cidade mais alta.
A empreitada e futura gestão da unidade hoteleira foi concessionada por 50 anos ao consórcio formado pelas empresas MRG Property SA e MRG Construction SA. O respetivo contrato foi assinado no dia 4 de maio entre o Turismo de Portugal, dono do imóvel, e o grupo MRG, estimando-se um investimento total de cerca de sete milhões de euros. O consórcio vai apresentar brevemente os estudos prévios da intervenção e iniciar os primeiros trabalhos. O edifício será reabilitado no âmbito do programa Revive, sendo que o consórcio está obrigado a construir um hotel de quatro estrelas que ocupe «no mínimo 55 por cento da área bruta de construção». O projeto de requalificação é da autoria do arquiteto guardense António Saraiva.
O conceito a aplicar é o de “boutique hotel” ligado ao tema da neve, com 50 quartos e outras valências como spa (que estará acessível igualmente aos residentes no município) e restaurante. O Hotel Turismo, que está devoluto desde 2012, foi projetado em 1940 pelo arquiteto Vasco Regaleira e concluído em 1958, sendo um dos edifícios mais emblemáticos da cidade da Guarda. Entretanto, o grupo MRG adjudicou a uma consultora especializada os trabalhos relativos ao estudo de mercado, plano de negócios e plano de marketing, instrumentos que «são essenciais para a definição do conceito daquele que será o requalificado Hotel Turismo da Guarda, os quais contamos estarem finalizados a curto prazo», adiantou a O INTERIOR o presidente do conselho de administração da MRG Construction.
«Logo depois serão iniciados os trabalhos de arquitetura, sendo que é nossa intenção apresentar publicamente o projeto no âmbito da próxima FIT – Feira Ibérica de Turismo, que decorrerá entre 2 e 5 de maio», acrescentou Rodolfo Oliveira Gouveia. Por tudo isto, o responsável não se compromete com datas para o início dos trabalhos, mas garante que «estamos conscientes, e iremos cumprir totalmente, os prazos acordados e estabelecidos entre o Grupo MRG e o Turismo de Portugal».

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