A APAL – SIM desaconselha o consumo de água da rede pública em Valhelhas, no concelho da Guarda, enquanto não forem conhecidos os resultados de análises microbiológicas à qualidade da mesma.
«Nos últimos dias foram realizadas diversas análises e, durante ações de manutenção no reservatório, foi também detetado um odor anormal na captação de água, o que levantou a suspeita de possível contaminação na origem», adianta a Águas Públicas em Altitude (APAL- SIM) em comunicado enviado a O INTERIOR.
A empresa intermunicipal de água e saneamento de Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Sabugal acrescenta que, «por precaução, foram solicitadas análises microbiológicas urgentes, mas até ao omento, ainda não existem resultados laboratoriais nem confirmação da origem do problema».
Recomenda, por isso, que a água da rede «não deve ser utilizada para consumo humano (beber ou cozinhar), até haver confirmação laboratorial da segurança da água». Em alternativa, a empresa intermunicipal já está a abastecer o reservatório que serve a aldeia por um autotanque dos bombeiros voluntários e iniciou a construção de «uma ligação provisória à rede da Carapita (Famalicão da Serra), para fornecimento de água a partir da Zona de Abastecimento do Caldeirão».
Foram também disponibilizados 100 garrafões de água à Junta de Freguesia para apoio à população, medida que poderá ser reforçada «sempre que necessário». A APAL – SIM adianta ainda que a fatura da água realtiva ao mês de janeiro não será cobrada aos clientes de Valhelhas.
Por sua vez, a Junta de Freguesia de Valhelhas informou que os garrafões poderão ser levantados no posto local dos CTT e serão entregues diretamente “à população mais envelhecida ou com dificuldades de mobilidade”.


