Poderia ser este um texto de reflexão mencionando apenas um nome: Luís Montenegro. Perante cobarde atitude de não posicionamento face à defesa da Democracia, fica à mostra e sem disfarce um fraco carácter que lamentavelmente ocupa o cargo de primeiro-ministro de Portugal. Consigo, mais duas ou três gaivotas que o seguem, esfomeadas de poder. Do lado oposto e a ver bem, o lado democrata – que ainda resiste – do seu partido, que se esconde de vergonha perante a mão suja do seu líder, depois de a apertar ao protofascismo e de a esfregar por toda a cara. O fundador do PSD, que nem depois da vida tem descanso, assistirá incrédulo aos maquiavélicos que transfiguraram o partido que fundou, escudando-se no seu nome. Deveriam ser processados ou expulsos, se ainda houvesse verdadeiros discípulos de Sá Carneiro com a sua coragem. Era este um partido de esquerda, recordam-se? De esquerda! Agora é cada vez mais um apêndice da extrema-direita e por ela será engolido.
Montenegro pensará que gerir Portugal é como gerir a SpinumVviva: há que ter amigos de todo o lado, principalmente aqueles que tiverem mais zeros à direita. Se um dia acordar sobre a sombra do fascismo? Não há qualquer problema, desde que os amigos o ponham do lado poderoso. Até será melhor – pensará –pois não haverá jornalismo incómodo, não haverá artistas revolucionários a denunciar o que pretende oculto, não terá que se preocupar com a educação, muito menos com a cultura, com a saúde e, no final de contas, ficará um país muito mais barato, até porque a maioria da população viverá em barracas e morrerá de fome e de doenças. Um sonho.
Os sinais, só não o vê quem não quer. Ataque à comunicação social, lápis azul aos artistas (veja-se o recente caso em que anuncia que irá processar um artista de sátira política por uma publicação); o «não é não» passou a «não? Ai não…», a saúde é para acabar, quanto pior, melhor; a cultura funde-se num ministério triplo e põem-se qualquer pessoa a gerir; e agora a educação, o golpe de mestre. O jornal “Maio” noticiou há dias (20 de janeiro) o que Montenegro arquitetou no silêncio de agosto, uma “reorganização” do Ministério da Educação que consiste na precarização dos professores, deixando estes de deter o estatuto de funcionários públicos. Este é o maior ataque de sempre à escola pública.
Posto isto, não será surpresa alguma que no meio de um sono profundo, tenhamos um pesadelo em que Luís Montenegro apareça como figura de grande relevo do Estado Novo.
Mas, meus amigos e amigas, a Liberdade está nas nossas mãos unidas e somos nós que a protegemos contra as gaivotas que a querem comer. E, por isso, no dia 8 de fevereiro, iremos dar uma grande lição de Democracia a quem dela não deveria precisar.
Por nós, pelos que iremos cá deixar e pelos que tanto sofreram e lutaram para que pudéssemos viver num regime livre, justo e solidário. Jamais permitiremos que ataquem o nosso maior bem. O que os tais do negro regime tentam agora diabolizar – o socialismo – foi o que nos proporcionou uma vida melhor, o acesso a cuidados de saúde para todos, à educação, à cultura, à habitação condigna, a profissões e salários melhores, à liberdade.
Ergam alto esses cravos vermelhos, porque a hora é agora e vamos lutar!
Viva a Liberdade!


