A região das Beiras e Serra da Estrela volta a ser palco de uma das mais importantes competições do calendário velocipédico com a realização, entre os dias 22 e 24 de maio, da 8ª edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela.
A prova que vai atravessar os 16 concelhos da região é organizada pela Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), num percurso superior a 550 quilómetros, ligando a Mêda à cidade da Guarda. Com o objetivo de promover as Beiras e Serra da Estrela como «destino turístico sustentável» ao longo de todo o ano, o evento «alia desporto de alta competição à valorização do património natural, cultural e gastronómico, reforçando a projeção internacional do território», sublinha a organização. Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso são as autarquias envolvidas numa prova dividida em três etapas.
A primeira tirada, de 192 quilómetros, parte da cidade da Mêda e atravessa os concelhos de Pinhel, Trancoso, Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida e Celorico da Beira, antes da chegada a Fornos de Algodres. A segunda etapa tem início no Sabugal e vai percorrer 174 quilómetros até ao Fundão, passando por Sortelha, Belmonte, Penamacor, Castelo Novo e Alpedrinha. A derradeira etapa, considerada a “etapa rainha”, começa em Gouveia e termina no centro da cidade da Guarda (Jardim José de Lemos). A subida à Torre (2.000 metros), na Serra da Estrela, promete ser o ponto alto da competição e decisivo para a definição do vencedor, num percurso que inclui passagem por Manteigas, Covilhã e Seia.
A organização refere que as etapas foram desenhadas para «valorizar as Aldeias Históricas, o património natural e cultural, as paisagens e a gastronomia e tradições, afirmando a Serra da Estrela como destino de excelência para o ciclismo e para turismo sustentável». O grande prémio, que este ano tem um orçamento de 700 mil euros, «tem vindo a consolidar-se como uma referência no panorama do ciclismo internacional, contribuindo para a promoção contínua» das Beiras e Serra da Estrela. Nesta 8ª edição, o pelotão será formado por 20 equipas, incluindo formações do ranking União Ciclista Internacional (UCI), com 7 países representados: Portugal, Espanha, Colômbia, Argélia, Roménia, Kosovo e Emirados Árabes Unidos.
Miguel Gavinhos, presidente da AMCB, sublinhou que «esta prova é mais do que ciclismo. É uma celebração da nossa cultura e do nosso património, da nossa hospitalidade e da diversidade dos 16 municípios que a acolhem». O também presidente da câmara do Fundão acrescenta que «cada aldeia histórica, cada vale, cada rua estreita de calçada, contribui para uma narrativa que une tradição, natureza e modernidade». Miguel Gavinhos salientou que o GP Internacional Beiras e Serra da Estrela «reúne hoje todas as condições para aspirar à categoria UCI 2.0» e que a região e organização «estão preparados para subir ao próximo nível».
Por sua vez, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) referiu que o facto da prova integrar novamente o calendário internacional da UCI constitui «um reconhecimento muito relevante da qualidade da organização e do trabalho desenvolvido» ao longo das últimas edições. Cândido Barbosa considerou que nos últimos anos esta competição «afirmou-se como uma corrida exigente, disputada num cenário natural único, onde as estradas das Beiras e Serra da Estrela proporcionam desafios desportivos de elevado nível» e, ao mesmo tempo. «revelam paisagens de extraordinária beleza». Para o presidente da FPC, é motivo de «grande satisfação acompanhar e apoiar» uma iniciativa que, além da dimensão competitiva, contribui para «aproximar o ciclismo das populações e afirmar as Beiras e Serra da Estrela como um território de excelência para a prática desportiva e para a realização de grandes eventos desportivos».
O 8º GP Internacional Beiras e Serra da Estrela foi apresentado à comunicação social esta terça-feira no castelo de Belmonte, na presença de autarcas, entidades regionais e patrocinadores. António Beites, autarca anfitrião, reconheceu que, «mais do que um acontecimento desportivo de relevo», esta prova representa uma «oportunidade concreta para dar visibilidade à identidade, ao património e à capacidade de acolhimento» de concelhos que encontram, nestes grandes eventos uma forma de «reforçar a sua projeção e atratividade». O presidente da Câmara de Belmonte acrescentou que a passagem do 8º Grande Prémio pelo concelho, «que se destaca, ao longo do ano, por momentos emblemáticos», contribui para que o ciclismo «ganhe uma dimensão que ultrapassa a competição, tornando-se também experiência de território, convite à descoberta e veículo de promoção sustentável».
O Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela tem recebido excelentes avaliações da UCI no que tem a ver com a qualidade organizativa, segurança e coordenação operacional, diversidade e exigência do percurso, capacidade de mobilização regional e envolvimento das forças de segurança, voluntários e profissionalismo das equipas técnicas. Um reconhecimento que coloca esta prova «na rota da subida à categoria UCI 2.0», objetivo assumido pela organização e sustentado pela «maturidade crescente do evento».



