A distribuição diária de jornais e revistas em oito distritos do país poderá estar em causa. O distrito da Guarda é um deles, ao lado de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Viseu, Vila Real e Bragança.
O assunto esteve em debate no programa “Coisas da Vida” na Rádio Altitude e Sofia Monteiro, professora e presidente da direção distrital da Guarda do Sindicato de Professores da Região Centro exigiu à tutela central «apoio à distribuição, precisamente porque é um fator cultural e social muito importante, e o Estado devia ter um papel importante no apoio à distribuição dos jornais».
Além disso, a dirigente sublinha que vemos «um direito constitucional claramente ameaçado se isto se vier a concretizar». E Sofia Monteiro reforça convictamente que «as populações desta região do interior vão ter de reagir de alguma forma para evitar que este condicionamento aconteça. Temos que nos revoltar».



Temos que no revoltar. E a revolta poderia ser tão simples. Sabemos qual a percentagem de adquirentes de jornais no interior de Portugal? Há dados das pessoas que leem jornais, mas esses sempre os encontramos num qualquer café. Hoje a internet informa, e se informa, até informa de falsidades e invenções, mais adequada aos leitores. É rápida, não ocupa demasiado espaço, cabe num bolso qualquer, elimina-se com um simples clique e partilha-se com muitos sem aguardar que o anterior liberte o jornal.
Mas revoltar poderia ser tão simples, como pensar em ajudar um quiosque de venda de jornais na ótica do comércio local. Ir, ver as boas ou as más novas, comentar, confraternizar por breve minutos, colocar o jornal debaixo do braço e ir saborear um café a outro lugar e folhear.
A revolta seria tão simples: adquirir jornais em papel.