Sociedade

«Se formos capazes de perceber onde estamos doentes vamos voltar a fazer um “Portugal Inteiro”»

Escrito por Sofia Craveiro

A inovação como chave para contraiar a crescente situação de desertificação das regiões do interior foi o tema em debate no seminário “Inovação como estímulo para o desenvolvimento da Região Centro”, realizado esta terça-feira no Instituto Politécnico da Guarda (IPG).

O problema da falta de coesão territorial em Portugal não está nas regiões do interior, mas sim nos cinco concelhos causadores da «doença»: Sintra, Vila Nova de Gaia, Cascais, Porto e Lisboa. Esta é a opinião de Carvalho Rodrigues, “keynote speaker” do seminário “Inovação como estímulo para o desenvolvimento da Região Centro”, que decorreu esta terça-feira no IPG.
De acordo com Carvalho Rodrigues – que utilizou a relação entre consumo de energia e entropia para explicar as diferenças entre litoral e interior –, a energia é maioritariamente “consumida” naqueles cinco municípios, deixando o restante país a lidar com a entropia que estes exportam. «Se formos capazes de perceber onde estamos doentes e encararmos a desertificação como um sintoma e não uma causa», está dado o primeiro passo para contrariar a assimetria, e voltar a ter um “Portugal Inteiro”, declarou o “pai” do satélite português. A questão da desigualdade no país foi também sublinhada por Carlos Chaves Monteiro. O presidente da Câmara da Guarda defendeu a aplicação de políticas que «disseminem o investimento» por todo o país, para que o desenvolvimento seja uniforme. O edil referiu ainda que «só a educação e o conhecimento terão um impacto sustentável no desenvolvimento da região».

 

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Sofia Craveiro

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