Sociedade

Guarda: autarquia quer valorizar Cobertor de Papa

Escrito por Sofia Craveiro

A autarquia da Guarda vai lançar um projeto de salvaguarda do património imaterial cultural concelhio. A elaboração da “Carta da Paisagem da Guarda” será coordenada pelo antropólogo Paulo Lima, responsável pelas candidaturas do fado e do canto alentejano, entre outras, a Património da Humanidade da UNESCO. O anúncio foi feito na última reunião do executivo guardense, que decorreu esta segunda-feira.

O objetivo é «promover e valorizar o nosso património natural e cultural associado à produção do cobertor de papa», disse Carlos Chaves Monteiro. O autarca acrescentou que o processo terá de ficar concluído até janeiro de 2021 para o município avançar com os pedidos de inscrição do fabrico do cobertor de papa no Inventário Nacional do Património Cultural e à UNESCO na Lista do Património Cultural Imaterial com «necessidade de salvaguarda urgente». O presidente do município justificou que a cultura e o património são «dois eixos determinantes para o desenvolvimento da Guarda». O projeto terá uma primeira fase de inventariação dos bens culturais imateriais presentes no município da Guarda, seguindo-se a instrução do dossier com o pedido de inscrição no inventário nacional, entre março e agosto de 2020. Por último, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, será elaborado o pedido à UNESCO.

A autarquia considera que a “Carta da Paisagem da Guarda” é um dos projetos «mais importantes de salvaguarda e afirmação identitária do património cultural imaterial da Guarda, das pessoas e dos seus saberes».
Eduardo Brito considerou a ideia «interessante», tendo acrescentado que a iniciativa «parece ter pernas para andar». Para o vereador socialista, «fomos nós que colocámos este tema da necessidade de apostar no mundo rural no debate público».

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