Região

Seia é o concelho que mais recorre a empréstimos em Portugal

Escrito por Sofia Craveiro

Seia foi o município do país que mais utilizou empréstimos bancários em 2018, de acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, publicado na semana passada. O concelho serrano tem  o maior passivo do ranking, atingindo um total de 36.358.653 euros (entre 2015 e 2017 este valor era nulo).

O documento, a cargo do Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do IPCA e do Centro de Investigação em Ciência Política da Universidade do Minho, coordenado pela professora Maria José Fernandes – e publicado com o apoio da Ordem de Contabilistas Certificados – já vai na 15ª edição, funcionando como uma análise profunda à gestão autárquica.

Na lista dos maiores utilizadores de empréstimos figura também o Fundão, em terceiro lugar, que utilizou um total de 32.816.596 euros em 2018 (em 2017 este valor era de um milhão de euros). O montante representa um aumento da «receita creditícia» superior a 1.000 por cento, segundo o Anuário. A Covilhã ocupa a 11ª posição com um passivo de 15.264.881 euros, um aumento significativo face aos 1,5 milhões de euros registados em 2017. Celorico da Beira está em 17º lugar deste ranking com um total de empréstimos obtidos que passou de zero (desde 2012 a 2017) para 11.530.422 euros em 2018.

Seia é também o concelho onde as despesas com funcionários têm menos impacto nas contas

Seia é o concelho do país onde a despesa com o pessoal menos pesa nas contas autárquicas: apenas 8,6 por cento das despesas municipais de 2018 foram gastas com os seus colaboradores.

No Anuário a situação é explicada com «o acréscimo da despesa de amortização de capital», que neste caso foi de mais 35,9 milhões de euros. Fundão e Covilhã também estão incluídos na lista (em terceiro e sétimo lugar, respetivamente): 10,4 e 15,3 por cento, é o peso das despesas realizadas com funcionários nestas duas autarquias. De salientar que, no caso da Covilhã, esta percentagem é a mais baixa desde 2008, altura em que atingiu os 14 por cento. Apesar disso esta diferença é apontada como resultado do aumento de outras despesas de amortização de capital, o que faz subir a sua percentagem relativa e diminiu o peso de outras no total final.Nesta tabela incluem-se ainda Celorico da Beira, em 12º lugar – que gasta um total de 17,9 por cento da despesa em funcionários – e Belmonte, na 13ª posição com uma despesa de 18,2 por cento com pessoal.

Inversamente, a Mêda está incluída na lista dos concelhos cuja despesa de pessoal mais pesa nas contas do município. Este concelho é o 35º no referido ranking por gastar 40,5 por cento do valor da despesa com os seus funcionários. 2018 foi ano em que este gasto teve o maior impacto nas contas da Câmara medense desde 2008.

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, a cargo do Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do IPCA e do Centro de Investigação em Ciência Política da Universidade do Minho, coordenado pela professora Maria José Fernandes – e publicado com o apoio da Ordem de Contabilistas Certificados – já vai na 15ª edição, funcionando como uma análise profunda à gestão autárquica.

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Sofia Craveiro

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