A realidade louca do fim da história aconteceu agora. Trump tem gente de Harvard, de John Hopkins, de Stanford com ele, que pensa, que redige, que antecipa e equaciona. A ideia obtusa de que os nossos opositores são estúpidos e sem estrutura é uma falha de raciocínio. Subestimar o outro é sempre um problema para os grandes atletas.
Trump e as suas cadeias alimentares precisam de redefinir o mapa do mundo e chamar a si o protagonismo diluído por instituições em que acreditaram, e que os EUA pagaram, durante décadas. O mundo da ONU, e das mil fundações e associações de préstimo e ajuda em que se construiu a dádiva, é alimentada pela América. Claro que, percentualmente, a Dinamarca é um contribuinte elevado, mas o bolo enorme vinha sempre do mesmo lugar. Os EUA perceberam que o mundo não tinha mudança nenhuma nos discursos dos últimos vinte anos. As bombas caíram sobre Israel sem freio. O Hamas encheu-se de túneis e de recrutamento militar a partir das dádivas das instituições. O Irão cresceu ameaçador. Percebeu-se que não há uma multilateralidade de poder, não há uma democracia linguística, que os donos das instituições carregam uma defesa de ideias contrárias às do contribuinte maior. Ponto. O país mais rico, o país mais militarizado, tomou posse da ordem mundial. Reduzir a China através do bloqueio de petróleo. A China não estava preparada para isto, nem a Indochina toda. Reduzir o poder do narcotráfico da América do Sul. Construir um país melhor na América redesenhando os investimentos. Então o melhor aeroporto, a melhor avenida, o melhor comboio onde estavam? De certeza que não era na América. Tudo isto está a mudar!



