Sociedade

Presidente do IPG quer residência na Pousada da Juventude

Escrito por Luís Martins

Joaquim Brigas defende adaptação do edifício para acolher alunos do Politécnico e contraria posição unânime da Câmara da Guarda

O presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) considera que a Pousada da Juventude tem «todas as condições» para ser uma residência de estudantes.
Contrariando a posição unânime do executivo da Câmara da Guarda, que contesta essa possibilidade, Joaquim Brigas diz ser «o espaço ideal para acolher alunos. Está no centro da cidade, está próxima das outras residências do IPG e da cantina, não há problemas com os transportes, nomeadamente aos fins de semana, e tem boas condições para os estudantes estudarem e conviverem». Para o responsável, «é de todo o interesse para a Guarda e para o IPG» que o edifício encerrado há vários anos seja transformado em residência de estudantes. «Além do mais tem um auditório que pode ser utilizado aos fins de semana para dinamizar atividades de interesse para os estudantes e dar vida àquela zona da cidade», acrescenta, lembrando que a iniciativa é do Governo e que ainda não há datas para se iniciar o processo.
«Será necessário requalificar o espaço, mas esta medida tem a vantagem de dispensar uma série de procedimentos que atrasam e complicam bastante a requalificação e a disponibilização do edifício em tempo útil», refere o presidente do IPG. Além do aproveitamento da pousada, Joaquim Brigas defende que seria «bem-vindo outro espaço, como o edifício da antiga residência da Gulbenkian», pois mais oferta de alojamento contribuiria para que a Guarda fosse «uma cidade mais acolhedora para os estudantes e poderia ser fator importante para a atração de mais alunos para o ensino superior politécnico na cidade». Na última reunião de Câmara de 2018 o presidente Álvaro Amaro revelou que discorda da transformação da Pousada da Juventude em residência de estudantes. «Há alternativas melhores, nomeadamente a antiga residência da Gulbenkian onde esta o Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS), que se quer mudar para as instalações deixadas vagas pela Infraestruturas de Portugal na Avenida Francisco Sá Carneiro», disse o edil.
O autarca recordou que o município «continua à espera» que a Movijovem «se decida quanto à proposta» apresentada para assumir gestão da Pousada e revelou ter falado telefonicamente com o secretário de Estado do Ensino Superior para «tentar tirar-lhe aquilo da ideia» com o argumento de que, «até prova em contrário», deve haver uma Pousada da Juventude na Guarda. Os vereadores do PS concordaram e também defenderam que a Pousada faz «muito mais falta à Guarda do que uma residência de estudantes, que não é uma necessidade tão urgente», declarou Pedro Fonseca. Por sua vez, Eduardo Brito defendeu que o edifício tem que ser usado para «aquilo que foi construído» e que a Pousada «é que é o melhor» para a Guarda.

Sobre o autor

Luís Martins

Deixar uma resposta