Sociedade

Obras na linha da Beira Alta com atraso de três anos

Escrito por Jornal O Interior

A Infraestruturas de Portugal (IP) atrasou ou adiou 18 obras incluídas no programa Ferrovia 2020, segundo o “Jornal de Notícias”. O programa – apresentado em fevereiro de 2016, com um orçamento de dois mil milhões de euros – previa o término da ligação entre Guarda e Vilar Formoso ainda este ano, mas a obra na Linha da Beira Alta só terá fim à vista no início de 2023. O mesmo prazo de conclusão aplica-se para a modernização do troço entre a Pampilhosa da Serra e Mangualde. Para o trimestre seguinte – com mais de três anos de atraso – está também previsto que a ligação de Mangualde à Guarda esteja finalizada. Segundo o “Diário de Notícias”, entre o terceiro trimestre de 2021 e o primeiro trimestre de 2022, o troço Pampilhosa-Guarda vai ficar encerrado por nove meses. Como alternativa, os passageiros vão ser transportados através de autocarros. As mercadorias vão passar pela Linha do Leste e pelo troço Covilhã-Guarda, na linha da Beira Baixa, explicou fonte oficial da IP.
O percurso entre a cidade mais alta e a Cerdeira do Côa (Sabugal), que tem previstas obras de concordância e renovação, estará concluído no primeiro trimestre do próximo ano, registando-se assim um ano de atraso. Já no que respeita à modernização do último troço da Linha da Beira Baixa, entre a Covilhã e a Guarda – uma ligação que está inativa desde 2009 – o prazo de conclusão é apontado para o terceiro trimestre do próximo ano, dois anos mais tarde do que o inicialmente previsto. Segundo noticiou recentemente o jornal “Expresso”, a execução deste troço tem sido comprometida por erros de projeto, sondagens deficientes e dificuldades do consórcio construtor em superar as adversidades. O plano ferroviário prevê também a concordância da Mealhada, que permitirá ligar a linha do Norte aos troços da Beira Alta. Esta intervenção deverá estar concluída no primeiro trimestre de 2023, embora a previsão inicial apontasse para 2020.
Em reação a esta notícia, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, admitiu atrasos nos projetos de modernização da ferrovia mas negou que exista qualquer cancelamento de obras previstas no programa. Como justificação, o governante sublinhou que as «os constrangimentos que o investimento público enfrenta levam a que, infelizmente, tenhamos que regularmente assistir a atrasos em algumas das obras».

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