Sociedade

Covilhã e Fundão projetam ciclovia entre as duas cidades

Escrito por Jornal O Interior

A ciclovia de 13 quilómetros que vai ligar a Covilhã e o Fundão envolve um investimento de 980.693 euros, dos quais 490.346 euros serão cofinanciados pelo Fundo Ambiental.
Trata-se de uma candidatura intermunicipal que envolve as duas autarquias, sendo que à Câmara do Fundão caberá investir pouco mais de 600 mil euros, enquanto a Covilhã terá que despender 380.500 euros no troço até ao limite do concelho. Os promotores esperam que o projeto possa arrancar em 2020. A futura ciclovia será desenvolvida ao longo da Estrada Nacional 18, que liga as duas cidades, assumindo um perfil marcadamente urbano. O troço no Fundão tem início na proximidade da zona comercial, à entrada da cidade, e interligará com os percursos cicláveis já existentes ou em fase de planeamento, para terminar no Souto Alto. Segundo os promotores, será implantada uma ciclovia em cada sentido do tráfego, com uma largura constante de 1,20 metros e partilhada com os peões, e substituirá os atuais passeios existentes ou implantados junto à berma da estrada.
O troço da Covilhã começa no cruzamento do hospital e terminará no Souto Alto, sendo a ciclovia implantada na berma direita da variante à Covilhã e da EN18 com uma largura de 2,20 metros. Este corredor estará separado da faixa de rodagem. O presidente da Câmara da Covilhã já elogiou esta «conjugação de esforços que estreitam ainda mais os laços entre as duas cidades e os dois concelhos, que já têm muitas afinidades e se complementam». Para Vítor Pereira, «esta relação saudável contrasta com a situação que existia em tempos idos, com um certo virar de costas entre os dois concelhos. São estes os projetos decisivos para a união e cooperação crescente entre a Covilhã e os municípios vizinhos da Cova da Beira».
Por sua vez, Paulo Fernandes, edil do Fundão, lembrou que o movimento diário de pessoas e veículos entre as duas cidades é «significativo». Por isso, este é um projeto «importante porque aposta numa visão urbana das duas cidades, que estão cada vez mais próximas, nomeadamente ao nível das zonas industriais. Logo, é importante aprofundar este perfil mais urbano de conexão e dar opções às pessoas para que possam fazer as suas escolhas em segurança».

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