Sociedade

Ainda não há decisão sobre reabilitação do Pavilhão 5 do Hospital da Guarda

Escrito por Luís Martins

Projeto continua parado e à espera de aval do Ministério da Saúde sobre a solução a implementar, que terá que custar menos que o previsto

A reabilitação do Pavilhão 5 do Hospital Sousa Martins continua parada e à espera de decisão do Ministério da Saúde sobre o projeto a implementar.
Segundo apurou O INTERIOR, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro solicitou no final de 2018 «alterações e a adequação do projeto, que tem dez anos e tem de ser atualizado. Uma tarefa que só o arquiteto que o projetou poderá fazer», disse fonte conhecedora do processo. Esta solicitação teve ainda como finalidade “cortar” no valor final da obra, cenário a que se têm oposto a administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e a própria Federação Distrital do PS, que já o terá manifestado a Marta Temido. É que a proposta saída do Parque da Saúde da cidade mais alta assenta num «investimento necessário» de 6 milhões de euros, enquanto a ARS Centro terá avisado o Conselho de Administração da ULS que as obras terão de custar metade, ou seja, não poderão exceder os 3 milhões.
É este diferendo que está na base das modificações solicitadas, sendo que ARS e ULS terão agora de alcançar um compromisso para que os serviços de Coimbra possam emitir os pareceres necessários à aprovação da requalificação do edifício. Recentemente, a ministra Marta Temido oficiou à administração guardense a dar conta da receção na ARS Centro dos documentos necessários para «proceder à análise da proposta da ULS Guarda». Na mesma missiva, a que O INTERIOR teve acesso, a governante acrescenta que vai determinar «a necessária articulação com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), de forma a poder concluir, com urgência, a análise e estabilizar o projeto a executar».
A requalificação do Pavilhão 5 para acolher o serviço materno-infantil da ULS não foi incluída no Programa de Investimentos na Área da Saúde, com uma dotação de 90 milhões de euros, aprovado no final de março pelo Governo. A candidatura da obra, considerada fundamental para a melhoria dos cuidados de saúde naquela área, foi indeferida em julho de 2017 pela Comissão Diretiva do Programa Operacional do Centro «por não terem sido cumpridos os critérios de elegibilidade da operação e do beneficiário» previstos na lei e no aviso de concurso.
A elaboração do projeto de requalificação deste pavilhão tinha sido entregue à empresa João Madalena Arquitetura, da Guarda, em novembro do ano anterior pela administração da ULS então presidida por Carlos Rodrigues. O objetivo era adaptar o espaço para acolher uma nova maternidade, bem como o Departamento da Criança e da Mulher. Atualmente, o espaço alberga os serviços de Ginecologia, Terapia da Fala, Anestesiologia, Unidade de Cirurgia de Ambulatório, Unidade de AVC, entre outros.

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