O único balcão bancário existente no Soito, concelho do Sabugal, encerrou em novembro. Agora, o balcão dos cidadãos que tinham conta no Santander daquela localidade passaram a ter o balcão «na Guarda», o que está a fazer as pessoas «mudar a conta bancária para Bancos mais próximos, neste caso localizados no Sabugal», explica o presidente da Junta de Freguesia do Soito, Tiago Nabais.
Para as pessoas residentes no Soito, uma localidade com mais de mil habitantes, foi uma «grande perda» uma vez que o encerramento do balcão provoca «constrangimentos sobretudo aos mais velhos». Tiago Nabais afirma que para os «mais novos é um pouco indiferente, porque já não dão tanta importância ao espaço físico, mas os mais velhos continuam a precisar destes balcões de atendimento».
Desde novembro, os habitantes do Soito têm «lamentado o sucedido e questionado a hipótese de outra instituição bancária vir para a localidade», explica o presidente da Junta de Freguesia que adianta a O INTERIOR que já foram «feitos contactos nesses sentidos», porém, a tendência de todos os bancos, de forma geral, é «encerar balcões, não o contrário, principalmente em zonas do interior».
O objetivo da empresa gestora do Santander é «otimizar a rede de balcões e melhorar o serviço ao cliente, concentrando equipas maiores em balcões de maior dimensão», de forma a conseguir mais eficiência, segundo explica o banco, que acrescenta que não está prevista a saída de trabalhadores por iniciativa do próprio Santander.


