Região

Plataforma P’la Reposição das SCUT exige investimentos na ferrovia e nas ligações rodoviárias da região

Escrito por Carlos Gomes

A Plataforma P’la Reposição das SCUT na A23 e A25 anunciou novas iniciativas junto do Governo, da Assembleia da República e das autarquias, alertando para o que considera ser a «ausência de uma política de desenvolvimento» do interior do país.

A estrutura exige o cumprimento pleno do Plano de Mobilidade da Beira Interior, a redução de preços nos passes sociais e a garantia de que não serão reintroduzidas portagens nas antigas SCUT (A23 e A25).

Entre as principais reivindicações, divulgadas após uma reunião na Covilhã, estão ainda a modernização da ferrovia, a construção de ligações rodoviárias estruturantes e a redução dos preços dos passes sociais.

No plano rodoviário, a Plataforma aponta atrasos e falta de compromissos concretos para vários itinerários, nomeadamente o IC6 entre a Covilhã e Coimbra,  o IC7 entre Oliveira do Hospital e Fornos de Algodres, o IC26 entre Trancoso e Sernancelhe, o IC31 entre Castelo Branco e Monfortinho, incluindo a Via da Raia, e o IC37 entre Seia e Viseu.

Sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2027, a Plataforma classifica-a como «uma mão cheia de nada» para o Interior, em particular para as regiões da Beira Baixa e das Beiras e Serra da Estrela.

Outra das preocupações prende-se com a aplicação do programa anteriormente designado PART, que, segundo a Plataforma «continua sem abranger todo o território da Beira Interior».

A organização também considera «inaceitável qualquer intenção de reintroduzir portagens» na A23, A24 e A25 e avisa que interpretará uma eventual decisão nesse sentido como uma «declaração de guerra ao Interior», sublinhando que não excluirá nenhuma forma legítima de luta.

A estrutura vai solicitar audiências à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, ao primeiro-ministro, ao ministro das Infraestruturas e aos grupos parlamentares, apelando também às comunidades intermunicipais, assembleias municipais e autarquias para que «aprovem moções ou resoluções contra uma eventual reposição de portagens» nas autoestradas da região.

A Plataforma também recorda que o Plano de Revitalização da Serra da Estrela contou com uma dotação anunciada de cerca de 155 milhões de euros, mas «deixou de ter expressão» nos Orçamentos do Estado.

 

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Carlos Gomes

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