Política

Pedro Nobre recorre ao Constitucional na eleição da concelhia do PSD da Guarda

Escrito por Luís Martins

Pedro Nobre desistiu da candidatura à presidência da comissão política concelhia do PSD da Guarda, cujas eleições decorrem no sábado e vão contar apenas com Júlio Santos, que se recandidata a um segundo mandato.

O pomo da discórdia está no facto do Conselho de Jurisdição Nacional, presidido por Ana Paula Martins, ter decidido que o ato eleitoral de dia 30 iria realizar-se com cadernos eleitorais atualizados. Uma deliberação que contrariou a posição do Conselho de Jurisdição Distrital, liderado por Jacinto Dias, que tinha determinado a repetição das eleições entre os dois candidatos e o mesmo caderno eleitoral em vigor a 28 de fevereiro. Nesse dia Pedro Nobre venceu por um voto, tendo a lista B obtido 87 votos contra 86 da lista G. Na altura, Júlio Santos recorreu – apurou-se uma diferença entre o número de votantes e os votos validados – e o ato eleitoral acabou anulado para ser repetido a 30 de maio.

Ao que O INTERIOR apurou, a lista de Pedro Nobre contestou a deliberação do Conselho de Jurisdição Nacional na justiça, interpondo uma providência cautelar. No entanto, o Tribunal Judicial da Guarda alegou não ser competente para dirimir o caso, tendo a candidatura avançado no dia 18 de maio para o Tribunal Constitucional. Neste recurso, Pedro Nobre pede a reversão da deliberação do Conselho de Jurisdição Nacional e a marcação de nova eleição com as mesmas listas e cadernos eleitorais de 28 de fevereiro.

Contactado por O INTERIOR, o candidato escusou-se a prestar declarações, mas não deixou de lamentar que «as regras tenham sido mudadas a meio do jogo, contribuindo para subverter o resultado final».

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