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Este é um momento histórico para a Guarda: o início das obras do Porto Seco e os 8 milhões de euros em investimento que a ULS da Guarda vai fazer

Num tempo em que tudo muda a uma velocidade estonteante, é preciso identificar o que é importante e estruturante, mesmo reconhecendo a natureza efémera das coisas. A primeira página da edição da semana passada do jornal O INTERIOR reflete um momento histórico para a Guarda: o início das obras do Porto Seco e os 8 milhões de euros em investimento que a ULS da Guarda vai fazer.
Numa cidade onde todos nos queixamos de que tudo demora muito a acontecer ou que nada muda, e se muda é para pior, devemos não apenas registar para memória futura aquilo que é relevante, mas também destacar e relevar o que é estruturante e pode influenciar positivamente o futuro. E não apenas como exercício de elevação da autoestima, que também é, e ainda bem, mas como alicerce para uma nova dimensão de recuperação de vida de uma cidade tolhida por uma carga negativa e necessitada de uma metamorfose que permita apostar no futuro.
Confrontados diariamente com uma realidade desmotivante, com os jovens que partem por falta de futuro, com o despovoamento do concelho e distrito, com o abandono dilacerante e com o ostracismo a que foi votada pelo poder central, a Guarda tem neste momento desafios determinantes rumo ao futuro. Um futuro difícil e exigente, mas que tem de ser desenhado no presente.
Depois de longa espera, as obras do Porto Seco já arrancaram na zona da Estação e dentro de um ano o Porto Seco será uma realidade na Guarda. É um projeto estruturante no setor da logística que, pese embora não crie muitos empregos diretos, poderá alavancar o desenvolvimento económico e contribuir para uma nova centralidade da Guarda. A primeira fase da construção do Porto Seco já está em andamento no terminal ferroviário de mercadorias da Guarda, com um investimento de cerca de 4 milhões de euros. Ficam a faltar as acessibilidades, nomeadamente a Variante à Sequeira, de que se fala há 20 anos, pois, no imediato, o acesso será feito pela já caótica Avenida da Estação e pela Rua da Treija (imagine-se o que vai ser o dia-a-dia na Av. de S. Miguel com mais umas dezenas de camiões a circularem por lá diariamente!).
E a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda vai avançar com um investimento de cerca de 8 milhões de euros – em diferentes concursos públicos, alguns já lançados, para a aquisição de equipamentos, como uma nova ressonância magnética ou um novo TAC, para o Hospital Sousa Martins; equipamento para o Departamento de Saúde da Criança e da Mulher (Pavilhão 5); a requalificação do Pavilhão 7, onde está instalada a sede e administração da ULS e o Departamento de Saúde Pública, entre outros serviços; a requalificação do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental; e a reabilitação do Pavilhão D. António de Lencastre onde será instalada Unidade de Saúde Familiar “A Ribeirinha”, um dos edifícios emblemáticos do antigo Sanatório Sousa Martins e que se encontra em ruínas. Um conjunto de investimentos em equipamentos e infraestruturas na área da saúde, desbloqueados pela atual administração da ULS, essenciais para melhorar a qualidade de prestação de serviços aos utentes, mas também para atrair técnicos e dar mais qualidade laboral aos profissionais de saúde no hospital e outros serviços de saúde da Guarda.

Sobre o autor

Luís Baptista-Martins

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