Um ano acaba, outro se inicia. É tempo de se fazer um balanço ao passado e de perspetivar o futuro.
O ano de 2024 foi o ano do fim do bipartidarismo em Portugal. Nas eleições de 10 de março, o partido Chega com os seus quase 1 milhão e 200 mil votos elegeu 50 deputados e passou a ser a força política que faz a diferença na Assembleia da República. Com esta dimensão, garantiu condições para a formação de um governo de direita orientado para o fim de alguns dos graves problemas que afetam a sociedade portuguesa, da corrupção à insegurança. O partido Chega poderia e deveria ter sido o parceiro privilegiado de uma AD (pouco) vencedora das eleições. Numa teimosia assente no “politicamente correto”, o líder do partido (pouco) vencedor das eleições preferiu manter o «não é não», mais preocupado em eventuais ganhos internos do que em ganhos para o país. Uma decisão pela qual, mais tarde ou mais cedo, terá de responder perante os portugueses.
Quanto ao distrito da Guarda, também aqui, após muitos anos, se quebrou o círculo (vicioso) PS/PSD/PS, com a eleição do primeiro deputado do partido Chega. Numa campanha eleitoral cujo primeiro objetivo passava por tornar conhecido alguém que poucos sabiam quem era, a Sobreira, no concelho do Sabugal, foi a sede do “Quartel-General” da candidatura, contando sempre com o apoio da organização distrital do partido. Da Sobreira se saiu para todos os concelhos do distrito. Todos foram visitados. Alguns com maior, outros com menor visibilidade. No final da campanha o objetivo foi atingido, quebrando a hegemonia dos dois grandes partidos do sistema. Foi uma vitória do protesto, sim, mas, sobretudo, foi a vitória da esperança.
Chegado à Assembleia da República, cumpriu-se a lei que diz que após a eleição o deputado é do todo nacional e não do círculo eleitoral pelo qual foi eleito. Contudo, sempre o distrito foi mantido no topo das prioridades, levando a que fossem apresentadas propostas, questionados ministros e sempre, sempre, visitando as terras guardenses, de Vila Nova de Foz Côa ao Sabugal, de Aguiar da Beira a Almeida. Do Norte ao Sul, do Oeste ao Leste do distrito, com a vontade de trazer as preocupações e tentar solucionar os problemas das gentes do território.
O lema “cuidar – fixar – atrair” foi o farol orientador da atividade parlamentar como representante dos habitantes do distrito da Guarda. Algumas medidas foram aprovadas, outras chumbadas, mas é assim a democracia. Nem todos têm as mesmas prioridades e a mesma visão para o país.
Durante este período também se viram medidas populistas e inexequíveis apresentadas por aqueles que, durante mais de oito anos de Governo, pouco ou nada fizeram pelo interior, mas que agora na oposição se apresentam como os paladinos da coesão territorial e do desenvolvimento regional. Cá estivemos para os desmascarar!
Começa um novo ano. Continuarei a querer “cuidar – fixar – atrair” as populações para um desenvolvimento territorial equilibrado, priorizando o interior.
A minha promessa para 2025 será a de sempre:
Nunca prometer o que não posso cumprir e trabalhar com (ainda) mais força e vontade por Portugal e pelos portugueses, TODOS!
* Deputado do Chega na Assembleia da República eleito pelo círculo da Guarda


