Cultura

Obra de Cruzeiro Seixas revisitada no Museu do Côa

Escrito por Jornal O Interior

O Museu do Côa tem patente uma retrospetiva de Cruzeiro Seixas, um dos precursores do movimento surrealista em Portugal.
Inaugurada no passado dia 14, a mostra “Nos Labirintos que Inventei” reúne um conjunto de obras representativas de vários monumentos da criação do mestre surrealista e desafia o público «a embarcar numa viagem de descoberta e de sonho», refere a comissária da exposição, Alexandra Silvano. Estão patentes pinturas, desenhos e objetos, bem como quatro “cadavre-exquis”, que Cruzeiros Seixas realizou com outros artistas num exercício de imaginação coletiva, num total de 40 peças. Trata-se de um jogo adotado pelos surrealistas que consiste na realização de um desenho ou texto coletivo, usando a imaginação e o inconsciente, adianta Alexandra Silvano. O artista, com 98 anos, conta mais de sete décadas de criação entre os primeiros momentos do Grupo Surrealista de Lisboa e a sua exposição inaugural, em 1949.
Frequentou a Escola António Arroio, onde conheceu Marcelino Vespeira, Júlio Pomar e Mário Cesariny, a quem se aliou, na cisão do Movimento Surrealista Português, para dar origem ao Grupo Surrealista de Lisboa, com artistas como António Maria Lisboa, Carlos Calvet, Mário-Henrique Leiria e Pedro Oom, em finais dos anos de 1940. Atualmente é, com a escultora Isabel Meyrelles (1929), um dos últimos representantes vivos do surrealismo português, com um trabalho vasto no campo do desenho, da pintura, mas também da poesia e dos objetos, da escultura. A exposição pode ser vista no Museu do Côa até 30 de junho.

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