Quando José Sócrates governava Portugal, o barril de Brent chegou a 145 dólares. O juro da dívida passou os 8%. A dívida pública, a custo da subida vertiginosa do juro, passou os 95% do PIB. A dependência de Portugal em relação ao petróleo era de 60%.
Ou seja, a circunstância era pior que a deste governo de 2026.
Construíram nesse tempo uma alternativa ao petróleo com as renováveis (não analiso “detalhes” da opção) que trouxe a dependência de petróleo para menos 40%. As chamadas renováveis ou fontes verdes são, hoje, uma excelente alternativa, já a realidade ecológica é outra controvérsia. Apostamos aqui em que são sustentáveis para nós, e neste contexto uma dádiva socrática indiscutível.
Hoje estávamos muito pior se não tivesse havido um José Sócrates, apesar de tudo o resto que se lhe aponta!
Este apontamento não é a favor ou contra nada, mas cabe na análise do momento atual de modo frio! Os números são os números! Não tem pai nem mãe, não tem choro nem riso.
O Portugal de 2026 é um país a ouvir mentiras constantes, empilhadas por avençados dos partidos e das empresas, que nos despejam falsidades sem números. A crise do momento vai piorar, mas nos dias que correm está longe de ser tão grave como 2010. Acresce, a talho de foice, que a pandemia de 2019 é a menor das pandemias da história dos últimos 300 anos e ainda não ouvi ninguém dos partidos grandes assumir essa realidade.
Em 2009 tínhamos o sistema bancário em colapso, o “subprime” a fazer dominó e os nossos “espíritos pouco santos” a gerar negócios para o umbigo.
Sócrates era um visionário brilhante que sujou o fato de noivo com a vaidade e a arrogância, mas deixou um legado muito superior ao de António Costa. Entre eles, existiu um lutador e um obcecado que geriu a guerra dura contra a crise de modo cego e insensível, chamava-se Passos Coelho.
Só que a vida não é a preto e branco. Todos eles têm virtudes e defeitos contrariando a visão fanática que enche os jornais e televisões.



