Espaço Público do Leitor: O PSD e o seu malograr

Escrito por ointerior

As eleições decorridas no último sábado para a Comissão Política de Secção do PSD Guarda trouxeram à luz não um conjunto de irregularidades, mas sim – e ao que acredito ser – uma falha humana. Algo tão simples como uma falha humana não intencional.
A responsabilidade está, portanto, para mim, fora de questão atribui‐la a qualquer companheiro, independentemente de que seja oriundo da lista adversária ou da lista que integro.
Aliás, devo manifestar‐me exatamente no sentido oposto. O PPD/PSD sempre foi um partido que exige responsabilidade a quem nele milita. O PPD/PSD obriga a que a postura de qualquer companheiro seja exemplar, com sentido
de responsabilidade e respeito ao próximo. É nestas premissas que acredito e me sustento.
Aceitar e debater ideias com altivez é e sempre foi o que mais une este partido. É tempo de o PPD/PSD olhar para dentro, repudiar estratégias e caciques obscuros, assim como é também o momento de uma vez por todas se alicerçar novamente na sua base, sem aparências artificiosas carregadas de egos inflamados com intenções discutíveis.
O PSD não pode ser uma rampa de lançamento de vontades sem fundamento para indigitamentos de pessoas; deve sim, ser um partido livre, onde se reúne o saber e a atitude afastada da doblez.
No passado sábado submeteram‐se a votação duas listas candidatas ao PSD Guarda. Uma apresenta‐se a sufrágio com o trabalho desenvolvido dos mandatos que exerceu e a outra com o manifesto político que submeteu aos militantes.
Independentemente dos erros, ou falhas, a lista que obteve mais votos válidos, não é a lista que submete o resultado do trabalho desenvolvido nos últimos mandatos, mas sim a lista que se veio apresentar com um novo projeto e novas ideias. A Lista B – quanto a isso – penso não haver equívocos.
Todavia, entendo que outros possam ter posições diferentes; aliás, a democracia é mesmo esta heterogeneidade.
Tendo havido uma impugnação ao ato eleitoral, deixemos agora os órgãos do partido pronunciarem‐se e aceitar qualquer que seja a decisão dos mesmos.
E, como sempre, convém não esquecer que é também génese deste partido, a elevação e o exemplo digno e confiável que cada um de nós deve oferecer.
Lembro uma “t‐shirt” de campanha da minha embrionária militância, lá para os anos 90 – que ainda hoje guardo –, que, por baixo de papagaios de várias cores, afirmava o seguinte: «Eles só falam, nós trabalhamos». Viva o PSD. Viva a Guarda. Viva Portugal.

Filipe André Ferreira*
* Militante do PSD da Guarda

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