Sociedade

António Fonseca distinguido com medalha de mérito grau ouro

Escrito por ointerior

António Fonseca, antigo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), recentemente aposentado, foi homenageado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante a inauguração da nova sede da Proteção Civil, na Guarda.
O operacional que, durante mais de 30 anos, liderou a Proteção Civil da região recebeu com alguma comoção a medalha de mérito de Proteção e Socorro, grau ouro e fita azul, pelos serviços prestados ao longo da carreira. A O INTERIOR, António Fonseca afirmou sentir uma sensação de «vazio por abandonar uma atividade que prossegui durante muito tempo e que me exigiu dedicação por inteiro, pelo que é difícil despedirmo-nos deste passado». Para o antigo comandante sub-regional, «ainda é cedo» para fazer um balanço do que deixa na Proteção Civil, mas garante que a estrutura sub-regional da ANEPC fica agora com umas «instalações condignas, um espaço de excelência».
Em mais de três décadas na Proteção Civil, António Fonseca viveu bons e maus momentos. «O mais complicado foi quando morreram seis pessoas – cinco sapadores chilenos e um bombeiro português, em 2006, no incêndio de Famalicão da Serra. São situações de limite extremas em que percebemos que estamos completamente indefesos perante certas circunstâncias», disse. Quanto às boas recordações, o melhor momento de António Fonseca aconteceu em 1999, «quando entrei em Timor-Leste e passei no Estádio Municipal de Dili, onde os refugiados estavam, ao passar com um dos nossos veículos caracterizados em frente ao estádio os refugiados começaram a bater palmas e a dizer “Chegaram os portugueses!”».

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