Sociedade

Concelho da Guarda excluído dos financiamentos do Banco Europeu de Investimento para requalificações de escolas

Escrito por Sofia Pereira

Na sequência do ocorrido nos pavilhões do Agrupamento da Sé, ou seja, as infiltrações nos pavilhões das escolas, Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, adianta que houve, recentemente, uma reunião da Associação Nacional de Municípios com entidades governamentais, onde terá sido levantado um problema acerca do processo de «transferências de competências» da Parque Escolar para as autarquias. Segundo o edil, aquilo que foi dito e escrito na legislação «é que as escolas transferidas para os municípios seriam alvo de verbas necessárias para a sua requalificação», no entanto, a resposta da tutela governamental à Associação Nacional de Municípios, diz o autarca, é que «cerca de 70 municípios, onde a Guarda se inclui, não tem previsão de subsidiar estas obras ao abrigo do Banco Europeu de Investimento».

Ora, Sérgio Costa fala em cerca de «20 milhões de euros necessários para reabilitar o pavilhão da Escola Carolina Beatriz Ângelo, assim como todo o edificado» desse mesmo estabelecimento de ensino, mas também para a «terceira fase das obras de requalificação da Escola Secundária da Sé e escola Santa Clara». O edil afirma convictamente que se tratou de um «engodo para os municípios e autarcas». Sérgio Costa afiança que o Estado Central «tem responsabilidade direta no que está a acontecer, uma vez que nos impuseram uma coisa» que não está a ser cumprida. No mandato anterior o presidente da Câmara da Guarda reitera que «os projetos foram feitos e aprovados», no entanto «financiamento nem vê-lo até agora».

Agora a autarquia está à procura de «soluções para minimizar os danos», sendo que não podem ser feitos investimentos «porque toda a cobertura tem de ser substituída, se o estado nos der o dinheiro».  A requalificação terá de ser integral, tem a ver com as coberturas, eficiência energética, drenagem de águas, etc.».

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