Sociedade

IPG e Altran aliados no futuro do ensino

Escrito por Jornal O Interior

Governo acredita que TeSP’s são o caminho para um ensino superior diversificado e especializado

O Instituo Politécnico da Guarda (IPG) é um dos parceiros da multinacional Altran no leccionamento dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP’s). Uma parceria com alguns anos e em que as duas instituições foram pioneiras na elaboração conjunta de um conteúdo programático de formação que rapidamente se expandiu e hoje conta com mais instituições, sendo grande parte dos conteúdos já lecionados no Fundão.
Formações que o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior diz serem o «futuro» para «complementar as tradicionais com formações curtas, fazendo redes que envolvam as autarquias, as empresas e os politécnicos». Manuel Heitor acredita ser este o caminho para «um ensino superior diversificado e especializado». O caso do Fundão e da Altran são já um exemplo de «redes regionais de qualificação e especialização», que, em colaboração com outras entidades, como os Politécnicos da Guarda e Castelo Branco, têm já a funcionar alguns cursos. Na sessão de apresentação da reprogramação do Portugal 2020, que decorreu no Centro de Negócios do Fundão, na passada sexta-feira, o governante falou também dos 21 laboratório colaborativos espalhados pelo país que o Governo está a promover no âmbito da reprogramação deste programa. Até 2030, a aposta passa pelos CoLAB, cujo objetivo é «empregar e estimular o emprego direto e indireto no mercado de trabalho», afirmou Manuel Heitor.
A criação destes laboratórios tem garantida uma dotação de 50 milhões de euros, sendo que vão laborar em diferentes áreas com o objetivo de conseguirem «criar mais emprego através da partilha de risco entre as empresas, atores locais e centros de investigação». Segundo o ministro, em Portugal formam-se apenas 50 por cento dos jovens com 18 anos, o que se tornará num «processo insustentável no futuro da competitividade do país na Europa», antevê o governante. É aqui que aparece aquela que considera ser «uma das questões críticas na definição de um cenário 2030 para Portugal», explicando que a aposta no ensino tem de passar também pelo alargamento da base social, só é possível com recurso a fundos, nomeadamente nacionais e comunitários, para o apoio social às famílias, mas por agora só está assegurada até 2020.

Fundão amplia Centro de Negócios

Instalada há cinco anos no Fundão, a Altran não para de crescer e expandir a sua equipa. Atualmente com 350 trabalhadores, nos próximos três anos a empresa pode contratar mais 200, «no mínimo», afirmou a diretora-geral da Altran, que não afasta a hipótese dos números serem maiores do que os agora apontados.
Com instalações no Centro de Negócios, a multinacional enfrenta agora a necessidade de expandir instalações, uma questão que está a ser tratada com a autarquia de forma «a garantir que conseguimos continuar com esta dinâmica da equipa central instalada nesta zona e continuar a crescer no Fundão», adiantou Célia Reis. Atento à situação, o presidente da Câmara anunciou que já está a ser pensada a expansão do edifício. Segundo Paulo Fernandes, o projeto tem «um investimento global de cerca de 3,5 milhões de euros». Com uma área de intervenção de cinco mil metros quadrados, o novo edifício vai ficar localizado entre à antiga Praça do Fundão e o Centro de Negócios, criando uma ligação entre eles.

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