O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta quita-feira que o Governo decidiu prolongar o estado de calamidade até ao próximo dia 15 de fevereiro. Numa declaração ao país, o chefe do Governo garantiu também que os apoios previstos para as famílias afetadas pela tempestade vão chegar, «o mais tardar, na segunda-feira».
O primeiro-ministro acrescentou que o Governo está a empenhar todos os meios para que a energia e fornecimento de água sejam restabelecidas para todos os portugueses e adiantou que serão reforçados os Espaços Cidadão (275) e carrinhas móveis (12) para que as pessoas afetadas possam preencher o formulário online que lhes garante o apoio previsto.
Luís Montenegro anunciou ainda que o Estado central deixará de exigir fiscalização prévia nas obras e recuperações que são necessárias fazer nas zonas mais afetadas, confiando «na boa fé» dos municípios. «Para tempos excecionais, o Governo aposta em medidas excecionais». afirmou.
Por outro lado, o primeiro-ministro assegurou que a ASAE tem instruções claras para ir para o terreno e fiscalizar qualquer tentativa de «especulação ou açambarcamento» de materiais de construção.
Entretanto, o Governo, em conjunto com o IEFP e com a Estrutura de Missão, vai redobrar esforços parar recrutar trabalhadores para a construção nas zonas mais afetadas, sejam eles portugueses ou imigrantes.
Nesta declaração ao país, o primeiro-ministro começou a sua intervenção por enviar condolências aos familiares das vítimas que morreram nesta intempérie e por manifestar solidariedade com aqueles que estão a enfrentar esta tempestade. Apelou também para que «todos sigam as recomendações» das autoridades. «Os riscos não devem ser desvalorizados», realçou.


