Na cidade da Guarda, onde almoçou, este sábado,
com centenas de apoiantes de todo o distrito, o candidato presidencial, António José Seguro, foi abraçado e cumprimentado carinhosamente por dezenas de guardenses, que não esqueceram “o Tó Zé” que foi líder da Federação do PS da Guarda no final da década de 1990 e eleito deputado nas legislativas de 1999. Continua a ser militante da secção do PS local com o número 8.546. «Sinto-me em casa. É indescritível, é muita emoção, muito carinho e muito apoio e, sobretudo perceber que estas relações de amizade e relações políticas têm 30 anos e mantiveram-se ao longo deste tempo. Isto quer dizer que a maneira como se faz política perdura, quando as pessoas a fazem com honestidade, proximidade e sinceridade. É isso que eu quero levar para a presidência da republica», disse o candidato a O INTERIOR antes de se dirigir aos apoiantes.
As primeiras palavras do discurso foram dirigidas ao diretor de campanha no distrito, Ernesto Gonçalves, do qual recebeu um “cobertor de papa” de Maçainhas, e frisou que «a maior proteção que temos que fazer não é apenas protegermo-nos das intempéries, é sobretudo protegermo-nos contra os extremismos que crescem em Portugal e na sociedade portuguesa». Depois, dirigindo-se ao mandatário distrital, José Prata, disse que «esta já não é uma candidatura apenas minha, é uma candidatura de todos os portugueses que são democratas, progressistas e humanistas. E nós precisamos no nosso país de melhor democracia, de mais e melhor progresso e muito mais humanismo».
Segundo António José Seguro, Portugal precisa de se unir e que «a unidade nacional também é garantir que há menos desigualdades, que somos um país mais coeso. É inaceitável que o interior de Portugal continue a ser tratado como um Portugal de segunda, que as pessoas que vivem no interior continuem a ser abandonadas e discriminadas pelo Estado. Há muitas pessoas que continuam a olhar para este território como um fardo, eu olho para o interior como uma oportunidade. Aqui há condições, potencialidades e talento para fazermos do interior de Portugal uma região mais desenvolvida e mais próspera».

































