Política

«É a vida», reage Eduardo Brito à decisão do Tribunal da Relação

Escrito por Jornal O Interior

«Teria sido melhor não haver essa sentença, mas é a vida». Esta é a primeira reação de Eduardo Brito à decisão do Tribunal da Relação, que, na semana passada, confirmou a condenação do antigo presidente da Câmara de Seia a dois anos e dois meses de prisão, com pena suspensa, pelo crime de prevaricação.
No final da última reunião de Câmara da Guarda, questionado por O INTERIOR, o vereador do PS acrescentou que, quando presidia ao município de Seia, assinou «milhares de documentos durante 16 anos»: «Há que seguir em frente. Esta condenação não me afeta na minha honra, nem na minha credibilidade, mas teria sido melhor se não acontecesse», disse Eduardo Brito. Em janeiro, o Tribunal da Guarda condenou o histórico socialista por ter permitido a construção de uma casa em área do Parque Natural da Serra da Estrela quando era presidente da Câmara de Seia. Além do antigo edil, estavam acusados um ex-diretor do Departamento de Planeamento, Urbanismo e Ambiente da autarquia e uma ex-secretária da então Junta de Freguesia de Santa Marinha (atual Junta da União de Freguesias de Santa Marinha e São Martinho).
Segundo a acusação, Eduardo Brito permitiu que a ex-secretária da Junta construísse uma moradia, em Santa Marinha, no perímetro do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), num terreno considerado Reserva de Zona Agrícola, pelo que a obra carecia de parecer prévio e de autorização de carácter vinculativo do PNSE.

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