O ciclo “Diálogos do Fole” toma conta do Teatro Municipal da Guarda (TMG) por estes dias, depois da realização de oficinas para os grupos de concertinas do concelho, orientadas por Artur Fernandes e Filipe Neves, dos Danças Ocultas.
O grupo atua esta quinta-feira (21h30). Formado em Águeda em 1989, é um dos projetos mais inovadores da música contemporânea portuguesa por apostar em quatro acordeões diatónicos (concertinas). O quarteto desenvolve um som que oscila entre o folk impressionista e a música de câmara, com toques de Nuevo Tango e minimalismo. Na sexta-feira (21h30), o palco é de Gabriel Gomes, que se estreia a solo com o trabalho “Uma História Assim”, um álbum instrumental que nasce da relação profunda que mantém há décadas com o acordeão. O músico (ex-Madredeus e Sétima Legião) dá «voz a uma narrativa musical que atribui ao instrumento, mas que é também a sua», adianta a produção. Produzido por Gabriel Gomes, em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério, o disco tem edição prevista para este trimestre. O ciclo “Diálogos do Fole” termina no sábado (21h30) com a atuação do Quinteto Astor Piazzolla, que foi o grupo mais emblemático e duradouro do compositor argentino (1921-1992). Criada para executar o Tango Nuevo, esta formação redefiniu o tango tradicional, integrando elementos do jazz e da música clássica (Stravinsky, Bartók), com instrumentação composta por bandoneón, violino, piano, guitarra elétrica e contrabaixo. O grupo levou Piazzolla ao reconhecimento internacional e estabeleceu o seu legado como uma das figuras mais influentes do século XX.


