Região

Autarca de Trancoso expectante com concurso para projeto do IC26 até Lamego

Escrito por Luís Martins

A Infraestruturas de Portugal acaba de lançar o concurso público para a elaboração do projeto do Itinerário Complementar 26 (IC26), entre Trancoso e Lamego. O preço-base é de 1,6 milhões de euros e o procedimento destina-se a ligar a A24 ao IP2, abrindo uma nova acessibilidade para o Nordeste da Beira.

Daniel Joana, presidente da Câmara de Trancoso, lembra que o IC26 é a ligação que falta para servir Trancoso, concelho que vai passar a ficar mais próximo da região Norte do país. «Se se concretizar, esta obra vai melhorar as acessibilidades a Trancoso, que já tem ótimas ligações para oeste, sul, este e ficaria com uma ótima ligação também para o norte do país», aponta o autarca socialista. E acrescenta: «Teríamos acessibilidades de 360º com grande qualidade e segurança, uma vez que o percurso de que estamos a falar ainda é acidentado e não tem as condições de segurança que já são exigíveis no nosso tempo». No entanto, Daniel Joana quer ver para crer, até porque o projeto do IC26 «já tem décadas» e «a experiência aconselha cautela quanto às emoções que este tipo de notícias vêm suscitar».

«O que é preciso é que fosse de facto concretizado, mas também concretizado numa perspetiva que não apenas melhora as acessibilidades e a circulação, mas tenha em conta os modelos de desenvolvimento do território», refere o presidente do município de Trancoso, para quem esta nova acessibilidade «será sempre uma obra com grande impacto». Isto porque o concelho e a cidade já têm, «de forma natural, uma grande relação» com os concelhos que estão no trajeto Trancoso-Lamego. «Uma melhoria desta natureza iria reforçar muito essa ligação económica, uma vez que há muitas empresas do concelho de Trancoso que se interrelacionam com aqueles mercados e que poderiam passar a fazê-lo de forma muito mais aprofundada e proveitosa», considera o edil.

Em declarações a O INTERIOR, Daniel Joana realça que a construção do IC26 permitirá uma aproximação a uma região com «uma atividade económica muito variada, como o turismo, a produção de vinho, alguma indústria, e, portanto, permitiria um tipo de interação comercial, e não só muito, mais intensa que iria desde as trocas comerciais à possibilidade de mobilidade dos recursos humanos, aos fluxos turísticos». De resto, o autarca lembra que foi isso que aconteceu aquando da construção do IP2: «Se a construção do IC26 se concretizar, vamos assistir a um fenómeno muito parecido, agora em direção ao norte do país», afirma o presidente da Câmara de Trancoso.

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Luís Martins

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