Política

António José Seguro arrasador no distrito da Guarda

Escrito por ointerior

António José Seguro venceu de forma categórica no distrito da Guarda com 65,85 por cento, o equivalente a 47.633 votos. André Ventura obteve 34,15 por cento (24.703 votos).
Nesta segunda volta das presidenciais houve 2,48 por cento votos em branco (1.876) e 1,93 por cento de nulos (1.464). A abstenção foi de 45,37 por cento. O candidato apoiado pelo PS venceu em todos os catorze concelhos do distrito, tendo conseguido a sua maior votação em Manteigas (72,39 por cento), seguida de Seia (68,59), Gouveia (68,56) e Guarda (68,51). Os resultados mais baixos registaram-se em Figueira de Castelo Rodrigo (55,97), Aguiar da Beira (60,95), Vila Nova de Foz Côa (62,45) e Fornos de Algodres (61,45).
Já André Ventura conseguiu o melhor resultado em Figueira de Castelo Rodrigo (44,03), seguido de Aguiar da Beira (39,05), Fornos de Algodres (38,55) e Celorico da Beira (37,92). Para José Prata, mandatário distrital de Seguro, «o bom senso imperou, mesmo nalguns concelhos onde, na primeira volta, estivemos taco-a-taco com o candidato que também concorreu nesta segunda volta».
O empresário realçou o facto de António José Seguro ser «um Presidente do interior, que conhece a nossa realidade e as nossas dificuldades», além disso, não duvida que vai ser «um Presidente de todos os portugueses, que vai unir, ouvir e tentar concretizar tudo aquilo que falou em campanha eleitoral». Social-democrata, José Prata disse que esta candidatura mobilizou «várias forças políticas», do PSD à Iniciativa Liberal, mas também do PCP. «Ligaram-me a dizer que, se fosse preciso alguma coisa, cá estariam», revelou a O INTERIOR. O mandatário falou também em «apoios envergonhados», de gente que «não quis dar a cara por Seguro, mas votaram nele». José Prata acrescentou que, no domingo, quem ganhou foi «o país e a democracia». Já do novo Presidente da República disse esperar «moderação, que ajude a resolver os problemas, mesmo no Governo, e que não complique».
Por sua vez, Nuno Simões de Melo, deputado e figura destacada do Chega no distrito, felicitou o vencedor da segunda volta das presidenciais e constatou que André Ventura obteve mais votos do que o partido tinha conseguido até agora. «Percentualmente, teve mais votos que a AD quando ganhou as últimas legislativas. Por isso, fica inequívoco que André Ventura será a liderança da direita», realçou. No distrito, Nuno Simões de Melo também destacou a subida da votação, que voltou a ser superior à média nacional do candidato apoiado pelo Chega. «Só quatro concelhos é que ficaram abaixo da média nacional e três estão acima dos 30 por cento. Isto quer dizer que em 10 concelhos, André Ventura e o Chega são cada vez mais uma alternativa no distrito da Guarda, pelo que temos de fazer um trabalho ainda maior para chegar às pessoas e podermos ser, em breve, governo em Portugal», afirmou.

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