A Câmara da Guarda aprovou, esta segunda-feira, os novos tarifários da água e saneamento, que vão aumentar «entre 5 a 10 por cento» este ano. A proposta foi aprovada por maioria, com voto contra do vereador do PS.
António Monteirinho justificou a sua posição dizendo que, «em vez de ir ao bolso dos munícipes», a autarquia deveria resolver o problema do desperdício de água no sistema. «Um terço da água que é comprada em alta é desperdiçada», criticou, reconhecendo também que os novos preços estão relacionados com «o aumento da inflação e com o que é proposto pelo governo em relação à taxa dos resíduos sólidos urbanos».
Os dois vereadores da coligação PSD/CDS/IL votaram favoravelmente a proposta de aumento, num «voto de confiança» à maioria do PG/Nós Cidadãos!/PPM para que, «numa próxima oportunidade», possa reduzir as tarifas da água. João Prata também chamou a atenção para as recomendações da ERSAR quanto às perdas no sistema de abastecimento guardense.
O presidente da Câmara, Sérgio Costa, confirmou o aumento das tarifas, mas não se comprometeu com percentagens ou valores, alegando que o impacto nas contas dos guradenses vai depender da sua adesão ao programa “Resto Zero”, de redução do desperdício alimentar e promoção da sustentabilidade.
«Os aderentes que depositem efetivamente os bio-resíduos nos contentores serão beneficiados na Taxa de Gestão de Resíduos ou até num ligeiro abaixamento nos escalões», afirmou aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo, realizada esta segunda-feira.
«A entidade em alta está a impor à Câmara uma tarifa por tonelada muito elevada e a axa de Gestão de Resíduos está a aumentar cada vez mais e aqui os municípios não podem fazer nada porque são taxas impostas», acrescentou Sérgio Costa. Saiba mais na próxima edição de O INTERIOR.


