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Magusto da Velha em Aldeia Viçosa a seguir ao Natal

Escrito por ointerior

O Magusto da Velha não falha por esta altura do ano e volta a realizar-se no dia a seguir ao Natal em Aldeia Viçosa, no Vale do Mondego, no concelho da Guarda.
A tradição é de tal ordem que a Junta de Freguesia local tem em curso a candidatura para a sua inscrição na Rede Nacional do Património Cultural Imaterial. Única no mundo, a prática ficou reforçada, no ano passado, com a apresentação do livro “Magusto da Velha, Uma Pitança pelo Bem da Alma”, do historiador Daniel Martins, que defende que Guiomar Gil, da Casa de Riba Vizela, e monja do Mosteiro de Arouca, é a benfeitora que fez o testamento com o povo, no longínquo século XIV, para que sejam distribuídos castanhas e vinho pelo povo, no dia 26 de dezembro. Iguarias que serão novamente oferecidas na sexta-feira, bem como torradas em azeite e um creme de castanhas. Paralelamente, haverá lugar para a dramatização da cena medieval do Testamento da benemérita pela Associação Hereditas.
Tudo começa pelas 14h30, com uma missa pela “Alma da Velha”, seguida da dramatização do testamento e do cortejo temático. Para as 16 horas está previsto o lançamento de castanhas e rebuçados da torre sineira da igreja matriz de Aldeia Viçosa, momento celebra com vinho da Quinta do Ministro, o toque a rebate dos sinos, as cavaladas e o tradicional madeiro. Uma hora depois serão servidas torradas com azeite e um creme de castanhas da Velha. Conforme O INTERIOR noticiou no ano passado, D. Guiomar Gil de Riba Vizela é a “velha” que há mais de 300 anos dá um magusto aos habitantes de Aldeia Viçosa. A descoberta resultou de um trabalho de Daniel Martins, que
investigou a origem desta tradição, bem como as origens e identidade da benemérita, que foi monja no Mosteiro de Arouca, ao qual doou as suas propriedades no Vale do Mondego. Em contrapartida, os habitantes de Aldeia Viçosa têm que celebrar uma missa e rezar um pai-nosso pela sua alma.

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