A 18 de maio vamos a eleições. O governo caiu por culpa de Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos e Marcelo Rebelo de Sousa.
É altura de fazer um curto balanço desta legislatura.
O resultado das passadas eleições legislativas trouxe esperança e desilusão. O «não é não» adiou a esperança e a hipótese de mudar Portugal. Sem reformas, o governo preferiu lançar dinheiro para satisfazer clientelas e classes profissionais. “Tudo como d’antes…”
Assistimos ao fim do bipartidarismo em Portugal. O partido Chega elegeu 50 deputados e passou a fazer a diferença. Garantiram-se condições para a formação de um governo de direita. O Chega deveria ser o parceiro indispensável a uma AD (pouco) vencedora das eleições. Teimosamente, o líder do partido (pouco) vencedor preferiu manter o «não é não», preocupado consigo e não com o país.
Quanto ao distrito da Guarda, também aqui se quebrou o ciclo (vicioso) PS/PSD. Numa campanha eleitoral, cujo primeiro objetivo passou por tornar conhecido alguém que poucos sabiam quem era, foi na Sobreira, no concelho do Sabugal, estabelecido o “Quartel-General” da candidatura. De lá se saiu para todos os concelhos do distrito. Todos foram visitados. Demo-nos a conhecer.
Fizemos o que muitos achavam impossível, quebrou-se a hegemonia dos partidos do sistema. Foi uma vitória do protesto e, sobretudo, a vitória da vontade de se fazer melhor, de se fazer diferente. A vitória da esperança!
Após a eleição, o deputado sendo do todo nacional, não deixou de manter o distrito no topo das prioridades, levando a que fossem apresentadas propostas, questionados ministros e sempre, sempre, visitando as terras guardenses, de Vila Nova de Foz Côa a Seia, de Aguiar da Beira a Almeida, do norte ao sul, do oeste ao leste do distrito, para tentar solucionar os problemas das gentes do território.
O lema “Cuidar – Fixar – Atrair” foi o farol da atividade parlamentar como representante do distrito da Guarda. O partido Chega apresentou na discussão do Orçamento de Estado diversas medidas para o distrito e para o interior. Foram rejeitadas porque a AD e o PS assim entenderam. Nem todos têm as mesmas prioridades e a mesma visão para o país. Se queremos um país coeso, há que saber tratar de forma igual o que é igual e diferente o que é diferente. Para isso, os políticos têm de sair da bolha e do ar condicionado dos gabinetes em Lisboa. Ir ao território. Ver como vivem as pessoas fora dos grandes centros urbanos. Os deputados do Chega fizeram-no, outros preferiram ouvir dizer…
Vamos a eleições. Nunca virei a cara a um desafio. Estarei de corpo e alma neste combate e tudo farei para que o partido a que pertenço tenha um excelente resultado, porque sei que só assim poderemos lutar por um país mais equilibrado. Continuarei a querer “Cuidar – Fixar – Atrair” as populações para um desenvolvimento territorial coerente.
A minha promessa para 2025 será a mesma de sempre: não prometer nada que não possa cumprir e trabalhar com (ainda) mais força pelos portugueses!
* Deputado do Chega na Assembleia da República eleito pelo círculo da Guarda


