A Câmara da Guarda suspendeu os prazos administrativos exigidos nalguns serviços municipais na sequência do ataque informático de que foi alvo, a 12 de fevereiro, e que continua a paralisar o funcionamento da autarquia.
A decisão resulta de um despacho do presidente Sérgio Costa, datado de 4 de fevereiro, que foi divulgado na reunião quinzenal do executivo municipal, realizada excecionalmente esta terça-feira.
«Os prazos estão suspensos desde o dia do apagão informático. A contagem recomeça à medida que forem repostos os respetivos serviços», declarou Sérgio Costa aos jornalistas, no final da reunião de Câmara.
Segundo o autarca, a medida foi tomada para «não prejudicar os munícipes que não puderam dar seguimento normal aos seus processos e dossiers desde 12 de fevereiro».
Quinze dias depois, os serviços «estão a ser repostos gradualmente», indicou Sérgio Costa, exemplificando que os balcões de atendimento estão «a funcionar normalmente».
A oposição apoiou a suspensão dos prazos, mas voltou a criticar «falta de informação regular aos cidadãos sobre a evolução da situação», disse João Prata, vereador da coligação PSD/CDS/IL.
António Monteirinho, eleito do PS, foi mais longe e falou mesmo em «apagão de informação».
Confrontado com estas posições, o presidente da Câmara da Guarda afirmou que, “mais uma vez, ficou demonstrado que [a oposição] só sabem criticar”. “Outros municípios no país já passaram pelo mesmo problema e a oposição ajudou na resolução. Na Guarda é só deitar a baixo”, contrapôs Sérgio Costa.


