Sociedade

Prazos suspensos na Câmara da Guarda por causa do ataque informático

Escrito por Luís Martins

A Câmara da Guarda suspendeu os prazos administrativos exigidos nalguns serviços municipais na sequência do ataque informático de que foi alvo, a 12 de fevereiro, e que continua a paralisar o funcionamento da autarquia.

A decisão resulta de um despacho do presidente Sérgio Costa, datado de 4 de fevereiro, que foi divulgado na reunião quinzenal do executivo municipal, realizada excecionalmente esta terça-feira.

«Os prazos estão suspensos desde o dia do apagão informático. A contagem recomeça à medida que forem repostos os respetivos serviços», declarou Sérgio Costa aos jornalistas, no final da reunião de Câmara.

Segundo o autarca, a medida foi tomada para «não prejudicar os munícipes que não puderam dar seguimento normal aos seus processos e dossiers desde 12 de fevereiro».

Quinze dias depois, os serviços «estão a ser repostos gradualmente», indicou Sérgio Costa, exemplificando que os balcões de atendimento estão «a funcionar normalmente».

A oposição apoiou a suspensão dos prazos, mas voltou a criticar «falta de informação regular aos cidadãos sobre a evolução da situação», disse João Prata, vereador da coligação PSD/CDS/IL.

António Monteirinho, eleito do PS, foi mais longe e falou mesmo em «apagão de informação».

Confrontado com estas posições, o presidente da Câmara da Guarda afirmou que, “mais uma vez, ficou demonstrado que [a oposição] só sabem criticar”. “Outros municípios no país já passaram pelo mesmo problema e a oposição ajudou na resolução. Na Guarda é só deitar a baixo”, contrapôs Sérgio Costa.

Sobre o autor

Luís Martins

Deixe comentário