O Politécnico da Guarda acolheu a Semana UNITA 2026, um dos momentos mais relevantes da agenda daquela aliança europeia, que reúne representantes de 12 universidades de Espanha, França, Itália, Roménia, Suíça, Ucrânia e Portugal que têm em comum a localização em zonas transfronteiriças e de montanha.
Entre 10 e 12 de março, o IPG foi ponto de encontro para reitores e responsáveis das equipas de trabalho das instituições que integram a aliança para avaliar o progresso do projeto e à definição das estratégias futuras para o reforço e consolidação da UNITA nos próximos anos.
A participação do Politécnico da Guarda na UNITA – Universitas Montium permite-lhe «criar novas ofertas formativas, mais pluridisciplinares, mais transversais e mais ajustadas às exigências do presente e do futuro e desenvolver graus conjuntos, duplas titulações e microcredenciais de elevada qualidade académica e científica», afirmou Joaquim Brigas, presidente do IPG, na abertura do encontro.
O responsável destacou a convergência do Plano Estratégico 2030 do IPG com as prioridades da aliança universitária UNITA, e destas com a estratégia da Comissão Europeia, tendo ainda sublinhado que a participação na UNITA tem um significado estratégico para a instituição, uma vez que permite que uma escola superior situada num território de montanha e de fronteira participe ativamente numa rede europeia de ensino superior, investigação e inovação.
«Sem diminuir a autonomia de cada instituição, a UNITA torna mais coesa a relação entre as diferentes universidades, confere-lhes densidade estratégica e dá-lhes uma voz mais forte no espaço académico europeu», afirmou Joaquim Brigas, segundo o qual a UNITA reforça «a projeção internacional do IPG, contribui para ampliar a mobilidade académica dos seus estudantes, docentes e investigadores e desenvolver projetos de investigação científica em parceria com universidades de vários países europeus».
Entre os projetos em curso, o presidente do Politécnico da Guarda destacou o lançamento do primeiro doutoramento no IPG, na área das Ciências Biomédicas e Biotecnológicas, que vai avançar este ano na Guarda em cooperação com a Universidade de Saragoça.
Joauqim Brigas destacou também as várias áreas estratégicas em que esta cooperação poderá contribuir para reforçar a investigação científica e a oferta formativa da instituição. São os casos das tecnologias para a logística, das ciências biomédicas e biotecnológicas, das energias verdes e renováveis e das tecnologias para a defesa.
«São áreas em que o Plano Estratégico 2030 do Politécnico da Guarda, e as prioridades da UNITA, se articulam com o Relatório Draghi e com a orientação da Comissão Europeia expressa na Bússola para a Competitividade», afirmou Joaquim Brigas.
Presente na sessão, Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, realçou «o papel fundamental do IPG na estratégia de desenvolvimento definida para o concelho e para a região», nomeadamente no âmbito da Agenda Guarda 2040, «que pretende transformar o ecossistema de conhecimento local num motor de crescimento com impacto regional e europeu».
O autarca também assinalou o crescimento da investigação científica desenvolvida no Politécnico, cujas unidades de investigação avaliadas positivamente pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) duplicou recentemente, passando de três para seis.
«O desenvolvimento do ensino superior e da investigação científica constitui um dos pilares essenciais para afirmar a Guarda como um território de conhecimento, inovação e atração de talento», declarou Sérgio Costa.


