Sociedade

Greve dos trabalhadores da Resistrela afeta recolha de lixo em 14 municípios da região

Escrito por Sofia Craveiro

Foto: STAL

Os trabalhadores de recolha selectiva e tratamento de resíduos do Norte e Centro Interior (da Resinorte e Resistrela, respetivamente) estão em greve desde a meia noite de hoje. O protesto prolonga-se até à mesma hora de dia 27 de dezembro.

José Rocha, coordenador do Sindicato de Trabalhadores da Administração Local (STAL) informa que, até ao momento, a adesão à greve, no caso dos trabalhadores da Resistrela é de 91% e relata que «cerca de 30 trabalhadores» estão concentrados junto aos acessos principais do edifício da Resistrela, no Fundão.

Segundo José Rocha 14 municípios dos distritos da Guarda e Castelo Branco estão a ser afectados pela paralisação, nomeadamente Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Pinhel, Mêda, Trancoso, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Manteigas, Sabugal e também Belmonte, Fundão, Covilhã, Penamacor.

Foto cedida pela STAL

Desde o início do protesto que os trabalhadores «não estão a deixar passar veículos» que se dirijam às instalações da Resistrela, embora até agora apenas dois o tenham tentado. «Dos veículos que aqui chegaram só dois tencionavam entrar, mas voltaram para trás», informa o coordenador.

Entre as reivindicações está o aumento geral de salários e o direito à carreira profissional, além de prestações pecuniárias, como subsídio de refeição e de transporte e um seguro de saúde. Os trabalhadores afirmam não ter obtido qualquer resposta por parte da Mota-Engil (conglomerado que detém a Resistrela). «Foi apresentada uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho, pelos trabalhadores, em Setembro, à qual não obtivemos qualquer resposta», assegura José Rocha, que acrescenta «estes trabalhadores estão nesta situação – sem aumentos, sem carreiras – há dez anos e a empresa continua a não responder».

Contactada por O INTERIOR a empresa Resistrela não quis prestar declarações.

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Sofia Craveiro

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