Na semana passada, representantes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Infraestruturas de Portugal (IP), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Juntas de Freguesia de Santa Maria e São Pedro estiveram reunidos em Manteigas para debater o futuro da Estrada Nacional 232 na sequência do deslizamento da encosta da mata da Carvalheira que provocou o aluimento de um troço desta estrada nacional, junto à Casa do Ribas.
É certo que o sucedido não aconteceu apenas em Manteigas, uma vez que a sequência de tempestades do mês passado provocou estragos em «cerca de 40 estradas em todo o país». Flávio Massano, presidente da Câmara Municipal de Manteigas já adiantou a O INTERIOR que, na lista de prioridades da IP, o troço afetado na Nacional 232 «está a meio, porque há Estradas Nacionais noutras zonas do país que podem ser pontos de comunicação únicos entre certas localidades e com tráfego ainda maior do que o nosso».
Ainda assim, segundo o edil, a Infraestruturas de Portugal já está a estudar alternativas para recuperar o percurso de Manteigas às Penhas Douradas pela EN232. «Vai ser feito um plano de viabilidade para várias soluções. Uma solução que passa pela reconstrução de tudo aquilo que ruiu – veremos se será possível; está também a ser estudada uma possível alteração do traçado – e nessa situação temos duas ou três possibilidades», explica Flávio Massano que reitera que o compromisso da IP é que «a EN232 não vai ficar para trás».
IP estuda solução para EN232, mas estrada está a meio da lista de prioridades
Autarquia serrana espera pareceres para poder asfaltar a estrada rural de Campo Romão, que será a alternativa mais viável até que a Nacional 232 esteja recuperada



