Política

Álvaro Amaro lança tabu sobre futuro

Escrito por Luís Martins

No jantar comemorativo da sua reeleição, o presidente da Câmara da Guarda foi enigmático e evasivo quanto baste sobre o seu futuro e não ajudou a esclarecer o assunto. «As coisas têm o seu tempo, mas também não há lugares cativos na política», afirmou a certa altura.

O tabu está lançado e vai durar, pelo menos, até à divulgação da lista do PSD para o Parlamento Europeu, cujas eleições decorrem em 2019, e para a qual o nome de Álvaro Amaro tem sido apontado. Na segunda-feira, no jantar comemorativo da sua reeleição para a Câmara da Guarda, o presidente social-democrata foi enigmático e evasivo quanto baste sobre o seu futuro e não ajudou a esclarecer o assunto.
«É preciso começar a trabalhar hoje para ganhar as eleições de 2021, seja com quem for o candidato», começou por dizer o autarca, acrescentando que ainda não chegou o momento de dizer se será ou não candidato nas próximas autárquicas. «As coisas têm o seu tempo, mas também não há lugares cativos na política», afirmou a certa altura para logo de seguida lembrar que não é «o homem providencial, que faz milagres». Para adensar o mistério, Álvaro Amaro deixou aos presentes – cerca de seis centenas – uma declaração solene. A de que «nunca deixarei de ter orgulho muito grande de ser presidente da Câmara da Guarda e terei sempre a Guarda no coração, esteja onde estiver». Afirmou também que «nunca esquecerá» o dia 29 de setembro de 2013, quando foi eleito pela primeira vez conquistando para o PSD um bastião socialista», bem como a «vitória retumbante, histórica», alcançada quatro anos depois.
«A Guarda renasceu e a esperança voltou, mas isto não dura para sempre», avisou o edil, pedindo aos presentes e aos guardenses que não façam dele «o que verdadeiramente não sou, porque não há homens providenciais e eu também não sou». Na sua intervenção, Álvaro Amaro fez uma pequena retrospetiva da sua liderança e garantiu que, «hoje, a Guarda está mais atrativa e mais amiga dos investidores», num caminho que «jamais poderá ser interrompido». Lembrou que com a sua liderança, desde novembro de 2013, foram vendidos 62 lotes na plataforma logística local, num investimento estimado em 56 milhões de euros, e que está prevista a criação «de mais de 500 postos de trabalho».
«Credibilizámos esta capital de distrito aos olhos do país. Eu diria, mais até do que do país. Reforçámos a capitalidade da Guarda com a instalação da sede da Comunidade Intermunicipal [das Beiras e Serra da Estrela] nos antigos Paços do Concelho e a nova sede da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior», considerou, antes de apontar a economia e o sistema educativo como «grandes desafios» para o futuro do concelho. Nesta última área, garantiu que o município vai «tornar-se mais agressivo» para atrair alunos e estudantes para a Guarda porque «a concentração de oferta educativa vai voltar». Álvaro Amaro aludiu ainda à demora na requalificação do Hotel Turismo, avisando começa a ficar «impaciente» e que se, «ao passar do ano não virmos alguma coisa, irei perguntar a quem de direito se é uma brincadeira». Durante o jantar intervieram ainda Tiago Gonçalves, presidente da concelhia do PSD e diretor de campanha da candidatura “Guarda Confiante” liderada por Álvaro Amaro; Carlos Peixoto, líder da Distrital; e Cidália Valbom, presidente da Assembleia Municipal. Carlos Peixoto não se cansou de elogiar o autarca, que disse ser um «político de craveira nacional» e um «seguro de vida» para o PSD. «É indispensável nas lutas que o partido vai tendo pelo país, pelo que não pode abdicar dele», declarou.

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