A mostra pode ser vista na sala João Mendes Rosa, mentor e principal impulsionador do simpósio, falecido em 2021. Há pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias, instalações artísticas e arte digital criadas por 71 participantes do SIAC, portugueses e estrangeiros. «Mais do que uma retrospetiva, a exposição celebra aquilo que se pode chamar de “safras” do SIAC como obras, processos, conversas, sementes lançadas e vínculos criados», refere o Museu da Guarda a propósito da exposição, que pode ser visitada até 31 de maio. Na cerimónia de inauguração, realizada na quinta-feira, Sérgio Costa, presidente do município, sublinhou que o SIAC é uma «marca importante para a Guarda» e legou várias obras de arte contemporânea à cidade, algumas das quais foram integradas no espólio do Museu e outras adornam o espaço público da cidade mais alta.
Criado em 2016 pelo então diretor do Museu da Guarda, João Mendes Rosa, o SIAC surgiu como «ponto de encontro, criação e experimentação» de artistas nacionais e internacionais, bem como de criadores locais, tendo a cidade como fonte de inspiração. O mote do seu impulsionador era levar a arte contemporânea para a rua, para junto das pessoas. Nesse sentido, o Simpósio Internacional de Arte Contemporânea consolidou-se como «um significativo programa de residências artísticas em Portugal», é recordado no texto do Museu da Guarda, que lembra também que o evento foi palco de homenagens à pintora Paula Rego, à poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, ao escritor José Saramago e ao pensador Eduardo Lourenço.
Inicialmente, o SIAC realizava-se em junho com organização do Museu da Guarda, tendo passado depois para novembro. Já no ano passado, o Simpósio aconteceu no final de julho sob o mote “Atrás de tempo, tempo vem”, trabalhado por mais de 35 artistas de áreas como a pintura, escultura, gravura, fotografia, arte digital, arte urbana, instalação, teatro de rua, poesia e música, espalhando-se por vários locais.
SIAC em retrospetiva no Museu da Guarda
A exposição “Uma Década de SIAC: Coleção e Processo” está patente no Museu da Guarda com 74 obras produzidas nas oito edições do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC).


