A maior parte das pessoas só procura apoio jurídico quando já tem um problema: um conflito com um vizinho, uma dívida inesperada, um contrato que não percebeu bem ou uma herança complicada. Nessa fase, resolver a situação costuma ser mais difícil, mais demorado e, muitas vezes, mais caro.
Mas muitos destes problemas podiam ser evitados!
Ter acompanhamento jurídico regular é, no fundo, uma forma de prevenção. Tal como cuidamos da saúde antes de ficarmos doentes, também faz sentido esclarecer dúvidas legais antes de tomar decisões importantes. Pequenos cuidados podem evitar grandes dores de cabeça.
Ler um contrato antes de o assinar, pedir aconselhamento na compra de um imóvel, organizar uma partilha familiar ou até formalizar um acordo simples. Tudo isto ajuda a evitar mal-entendidos e problemas futuros.
Situações do dia a dia, como emprestar dinheiro a um amigo, aceitar um cargo numa associação ou comprar um carro usado, podem correr mal quando não são bem acauteladas.
Quando o apoio jurídico só surge depois do problema, há muitas vezes limitações: falta de provas, prazos que já passaram ou documentos mal feitos.
Por outro lado, quando existe um acompanhamento próximo e contínuo, tudo se torna mais simples. As decisões são mais seguras, os processos mais claros e os riscos menores.
No fundo, não se trata apenas de resolver problemas, trata-se de evitá-los!
Num mundo cada vez mais complexo, procurar apoio jurídico de forma preventiva é uma forma prática de proteger o que é seu e de ganhar tranquilidade no dia a dia.
* Solicitador
N.R.: Artigo de opinião da responsabilidade da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE). Trata-se de uma parceria com O INTERIOR no âmbito do projeto “Ordem para escrever”, em que associados da OSAE vão esclarecer mensalmente questões de natureza jurídica que estão presentes no nosso dia a dia.


