A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) realizou, na Guarda, na quinta-feira a reunião do Conselho Consultivo Regional para ouvir os agricultores da região e fazer o ponto da situação de assuntos na ordem do dia.
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da direção da CAP, disse a O INTERIOR que foram abordados temas como a sanidade animal, a floresta e as candidaturas ao Pedido Único, que, no ano passado, «correram muito mal». O dirigente realçou que a situação não pode voltar a acontecer, estando a ser organizada uma reunião com o ministro da Agricultura para «tentarmos que, em 2026, as coisas não voltem a correr mal». Segundo o presidente da CAP, as candidaturas estavam a ser elaboradas «sem os controlos do ano anterior terem sido descarregados e, depois, quando eram descarregados, davam erros nas candidaturas que estavam a ser feitas e, portanto, era preciso recomeçar tudo». Na Guarda, Álvaro Mendonça e Moura ficou visivelmente agradado com o compromisso do presidente da Câmara, Sérgio Costa, para com a agricultura e apelou a que as autarquias e as Comunidades Intermunicipais vejam a agricultura como «uma atividade económica fundamental, sem a qual não há possibilidade de desenvolvimento do território, porque não há pessoas».
A reunião da Confederação dos Agricultores de Portugal serviu também para fazer o ponto da situação sobre o acordo comercial celebrado recentemente entre a União Europeia e os países membros do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que, para Álvaro Mendonça e Moura, é «uma oportunidade» para setores tradicionais da região como o vinho, o azeite, a fruta e os queijos. «Se o Acordo traz vantagens, então vamos aproveitá-las e, para isso, o Governo também tem que lançar um plano de promoção destes produtos no Mercosul», disse o dirigente. O Conselho Consultivo Regional do Centro contou com a participação de 42 representantes de 23 organizações da região.


