Sociedade

Entidade «autónoma» vai prosseguir candidatura a Capital Europeia da Cultura

Escrito por Jornal O Interior

Anúncio foi feito pelo presidente do município na segunda-feira após socialistas terem manifestado «preocupação» com futuro do projeto

Os vereadores do PS no executivo da Câmara da Guarda estão preocupados com a demissão de dois elementos da equipa da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura em 2027.
A demissão do coordenador, o antigo secretário de Estado da Cultura José Amaral Lopes, e a saída de João Heitor, consultor para a área da diáspora portuguesa em França, levaram esta segunda-feira Eduardo Brito a criticar o «amadorismo» com que a autarquia estará a conduzir o processo. «Já se perderam dois anos na preparação da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura e não há um plano, uma estratégia e meios», considerou o socialista, que também quer saber «quanto é que a Câmara gastou» com os dois elementos demissionários. No final da reunião quinzenal do executivo, Eduardo Brito falou também «em incúria e desleixo» na condução deste projeto, ironizando que «a Guarda não pode querer jogar na Liga dos Campeões com uma equipa da terceira divisão».
Na resposta, o presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, disse aos jornalistas que nos dois últimos anos «muito trabalho foi realizado» pelos elementos da comissão executiva da candidatura. «Houve ações, protocolos com municípios e universidades, delineada a Estrutura de Missão e feito um trabalho teórico de definição da estratégia tendo em conta os eixos definidos pela Comissão Europeia. O que faltou foram ações concretas da candidatura», disse o autarca. Carlos Chaves Monteiro reiterou que o município tem «uma vontade férrea e inequívoca de levar este trabalho até ao fim e de ganhar esta candidatura». Nesse sentido, será criada uma nova entidade jurídica «autónoma» para prosseguir o processo e será contratada uma empresa de consultadoria «para posicionar a Guarda em termos de Capital Europeia da Cultura em Bruxelas», adiantou. «Demos um passo atrás para depois darmos dois em frente», considerou o presidente da Câmara.
Nesta sessão os socialistas retomaram também as críticas do NDS ao município por causa dos espaços desportivos. «A Câmara deveria avançar com um sintético para este clube, que tem um papel de coesão social e de formação importante na cidade, porque poupou no campo de Vila Cortês do Mondego», sugeriu Eduardo Brito. Para Chaves Monteiro, o atual sistema de utilização dos espaços desportivos da cidade é «a melhor solução para dar resposta às necessidades dos clubes e garantir uma utilização equitativa. Não é a ideal, mas a possível, por isso, peço bom senso».

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