Sociedade

Junta de Freguesia da Guarda vai pagar água e eletricidade

Escrito por ointerior

A Câmara da Guarda vai celebrar um novo contrato de comodato com a Junta da cidade pela ocupação do Solar dos Póvoas, na Praça Velha, no âmbito do qual a freguesia passará a assumir as despesas de água e eletricidade, bem como de manutenção do edificado, que eram, até agora, pagas pelo município.
O vereador socialista António Monteirinho absteve-se por considerar não ter havido «um relacionamento institucional mais próximo» entre das duas partes antes da autarquia avançar com a alteração contratual. Por sua vez, João Prata, da coligação PSD/CDS/IL, votou contra por não ter havido «um diálogo prévio» com a Freguesia da Guarda. «Parece-nos um contrato leonino, em que a Junta vai ter que tomar conta de todo o edificado e assumir responsabilidades que não deveriam ser da Freguesia, como as medidas de autoproteção contra incêndios ou a reparação de infiltrações de água», justificou, alegando que, com este novo contrato de comodato, a Câmara «quer ganhar na secretaria aquilo que não ganhou no campo».
Declarações que Sérgio Costa considerou «infelizes», tanto mais que o processo «já devia estar resolvido há anos». E contrapôs: «O senhor vereador também podia ter dito que foi presidente da Junta de Freguesia da Guarda durante 12 anos e nunca se preocupou em resolver este assunto, porque tem sido a Câmara a pagar a água e a luz». A situação mudou porque já foi resolvida a questão da propriedade horizontal, sendo agora possível aplicar à Junta da Guarda medidas similares às aplicadas às restantes Juntas sediadas em edifícios camarários. «Todos diferentes, todos iguais. Aqui não há filhos nem enteados», argumentou Sérgio Costa, acrescentando que a Câmara vai pagar as contas dos espaços que «são seus».

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