Sociedade

Comando da PSP da Guarda vai mudar para o edifício da CGD

Escrito por Sofia Pereira

Secretário de Estado garante que Ministério da Administração Interna tem na sua posse documentos para comprar o edifício

A mudança de instalações do Comando da PSP da Guarda para o edifício da ainda sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na Rua Marquês de Pombal, foi o tema central da sessão solene dos 142 anos da polícia, comemorados na quinta-feira.
O presidente do município, Sérgio Costa, recordou que «as atuais instalações estão muito aquém do que é merecido e os serviços estão dispersos pela cidade», descrição corroborada por António Gomes Belo, comandante da PSP da Guarda, que afirmou que «os polícias do Comando da Guarda estão à espera de instalações dignas e funcionais há décadas». Além das condições degradadas do edifício do Comando, o oficial sublinhou que já decorre «há cerca de um ano, o processo de deslocalizar a sede da PSP para outro edifício». António Gomes Belo confessou, de resto, que teve esperança de receber, em dia de aniversário, «a boa nova» de que o comando da PSP da Guarda «iria ter um novo edifício».
Presente na sessão comemorativa dos 142 anos, o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, confessou que as instalações que visitou «não são as mais adequadas», mas aproveitou para desvendar que o Ministério da Administração Interna e o Comando Nacional da Polícia de Segurança Pública «já têm na sua posse os documentos que permitem adquirir o edifício da sede da CGD na Guarda». O governante explicou que «este mês» foram dados «passos muito importantes na resolução definitiva deste problema. O Conselho de Ministros que se realizou na Guarda abordou o tema e, já em outubro, realizou-se uma reunião com a Caixa Geral de Depósitos», adiantou.
A promessa do secretário de Estado é que nos próximos meses «a solução vai aparecer». Recorde-se que os serviços da Caixa Geral de Depósitos, que funcionam atualmente na Rua Marquês de Pombal, vão mudar, até ao final de janeiro de 2027, para as antigas instalações do Largo da Misericórdia.

O distrito da Guarda está no Top 3 dos mais seguros

Nos 142 anos da PSP da Guarda o comandante do Comando guardense, António Gomes Belo, adiantou que o distrito da Guarda «é um dos três mais seguros do país ao apresentar o menor índice de criminalidade denunciada e o menor índice de participação de criminalidade violenta e grave» relativamente aos demais.
Segundo dados partilhados pelo Comandante da PSP da Guarda, na área da PSP da Guarda, «a criminalidade geral registou, no ano de 2025, uma diminuição de 4 por cento, sendo que a criminalidade violenta e grave não apresenta qualquer variação face ao ano de 2024». Ao nível de detidos a PSP registou, em 2025, «mais 7 por cento de detidos do que em 2024, igualmente no que respeita aos crimes de proatividade policial, que apresentamos no ano de 2025 mais 1,5 por cento do que em 2024».
Quanto à Sinistralidade Rodoviária, António Gomes Belo registou, em 2025, uma diminuição de 18 acidentes comparativamente a 2024, e verifica-se também uma ligeira diminuição dos feridos ligeiros, havendo no ano de transato uma vítima mortal». O número de operações de fiscalização de trânsito realizadas em 2025 manteve-se idêntico ao 2024, «quase 600, mais de 8.120 horas de contacto com a Comunidade, sendo este número superior ao do ano transato».
Sobre a tendência para o ano de 2026 e «após análise dos primeiros nove meses do ano, constatamos um aumento de oito crimes na criminalidade geral participada; verifica-se também um aumento de mais de sete crimes relativamente à criminalidade violenta e grave em igual período no ano de 2025».
Quanto ao número de detidos neste ano de 2026, «registamos uma redução de 14 neste período, quando comparado com igual período do ano de 2025, assim como registamos também um aumento nos crimes de proatividade policial de cerca de 22 por cento, o que reflete bem a iniciativa demonstrada pelo efetivo».
O oficial confessa que «hoje a polícia enfrenta fenómenos como a cibercriminalidade organizada, novas formas de violência, ainda a violência doméstica, crimes rodoviários e a proteção das populações mais vulneráveis – desafios que se agravam perante o envelhecimento da população, a dispersão territorial e o isolamento das comunidades».
Para combater estas dificuldades, o comandante Gomes Belo considera que a PSP deve investir «na formação, modernização tecnológica, prevenção e capacidade de antecipar problemas».

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