Sociedade

CERCIG contesta fim de protocolo com Câmara da Guarda que põe em causa 9 postos de trabalho e 200 mil euros

Escrito por Luís Martins

A CERCIG – Cooperativa de Solidariedade Social da Guarda foi esta segunda-feira à reunião do executivo acusar a Câmara da Guarda de cancelar, «sem fundamento», um protocolo que atribuía à instituição a competência de atribuição e acompanhamento da Prestação Social Única, que sucedeu ao Rendimento Social de Inserção.

Para Ricardo Antunes, diretor-executivo da CERCIG, esta decisão, que entra em vigor em dezembro, «põe em causa um serviço prestado há 20 anos e nove postos de trabalho». O responsável expôs o caso no período reservado às intervenções do público, no início da reunião quinzenal da Câmara, perante algumas dezenas de funcionários da cooperativa.

«A CERCIG tem capacidade para continuar a fazer este serviço, eu desconfio é que a Câmara a tenha. Parece-me que não é uma decisão administrativa ou de gestão pública, porque, se o fosse há quatro anos, o presidente da Câmara tinha inserido esta equipa no município e ficava com a verba da resposta», disse a O INTERIOR.

Os vereadores da coligação PSD/CDS/IL e do PS partilharam as críticas à atuação da maioria da coligação Pela Guarda/ Nós Cidadãos, enquanto Sérgio Costa, presidente do município, justificou o que o fim do protocolo com a CERCIG acontece «para não prejudicar o erário municipal porque a Câmara da Guarda tem neste momento recursos humanos para fazer esse trabalho e assumir essas competências».

Saiba mais na próxima edição de O INTERIOR

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Luís Martins

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